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O esforço desnecessário das mentes inquietas…

E lá vamos nós e nossas mentes, máquinas, arquitetando, reorganizando, configurando. Nem sempre estamos juntos: mente e corpo. A presença aqui, o pensamento ali, se distanciando, se perdendo. Os olhos mirando e não vendo nada porque a mente há muito deixou de perceber o agora.



As melhores coisas passando despercebidas, pois o pensamento não tentou acompanhar. Flagramo-nos tão longes, em outro cenário, com outras pessoas e a vida escorrendo, toda vivida na mente e não fora dela. Exaustão de tanto pensar, calcular, decidir e pouco fazer. Que complexo cenário!

A gente se dispersa por qualquer coisa, se perde, se desencontra. A gente se desgasta e se consome. Por que não ficar na quietude de um momento? Será a vida real um tanto quanto graça? Será medo da ociosidade do pensamento? Será que estamos desprogramados para silenciar.

O ESFORÇO DESNECESSÁRIO - FOTO 01


Nós ficamos revirando tudo ali dentro. Procurando coisas, palavras, encontrando pessoas, ideias, planejando o presente, ensaiando o futuro. A mente se inquieta até com o que dizemos. Será que foi o certo? O suficiente? Será que agradou? Que tocou?

A mente pergunta, o coração não sabe, o corpo se agita. E a alma? Ah, a alma. Ela só quer paz. As respostas que vierem serão suficientes. As coisas se resolvem com o tempo. A alma quer uma viagem para dentro de si, a mente quer desbravar o mundo, nem que seja aquele mundinho dominável entre nossas quatro paredes. É um paradoxo.

A mente quer saber do amanhã. Nós na verdade queremos saber. Queremos adivinhar o que pode dar errado, evitar enganos, decifrar o que os outros estão pensando. Quanto esforço! É muito pensamento para poucas atitudes. É muito tudo para tanto nada. Afinal, o que aconteceu no fim do dia de tudo aquilo que ficamos ruminando? Tão pouco né?

O ESFORÇO DESNECESSÁRIO - FOTO 02


Com tantas conexões lá dentro, nos desconectamos aqui fora. Perdemos tempo, perdemos a piada. As coisas perdem a graça. A gente só se acha quando se observa e se refaz. Quando deixa a mente aberta, livre de seus emaranhados para se conectar com o outro.

Bom é ver e sentir a vida seguindo seu fluxo com um pensamento desacelerado. Sem cobranças por não estar maquinando os próximos passos nem cobrando as pessoas por não estarem circulando em nossa própria órbita.

Sabemos o quanto este computador quântico que carregamos é curioso e criativo e podíamos usar esta criatividade um pouco a cada dia para tentar viver o presente apenas até os próximos cinco minutos.


O dia em que eu deixei de ter medo de amar…

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