O gênio do Piauí

Whindersson Nunes tem uma coisa rara hoje em dia, ele tem luz! E seu brilho é humilde demais para ofuscar seus colegas, pois ele sabe que tem espaço para quem é bom. Ele se sobressai naturalmente, sem forçar, sem piada pronta.

A finalidade discursiva dos roteiros de Whindersson Nunes é uma só: fazer o povo rir. Nada de formalidade naquilo que diz, menos ainda naquilo que veste. O cara já foi o número um em inscritos no Youtube e hoje ocupa a segunda posição, mas só porque o canal KondZilla – que passou o comediante – carrega os nomes mais importantes do funk na atualidade.

Whindersson não causa dúvidas quanto ao que veio, basta abrir a boca para que o público já desenhe algumas risadas. Paródias, bate papo e críticas compõem o circo do cara, sempre com a irreverência na ponta da língua, sem forçar, sem enganar, sem nada disso. Quando assisti ao show “Proparoxítona”, e assisti pela internet mesmo, tive a certeza de que havia mais do que um comediante simples e apaixonado pelo que faz.

Whindersson tem uma coisa rara hoje em dia, ele tem luz! E seu brilho é humilde demais para ofuscar seus colegas, pois ele sabe que tem espaço para quem é bom. Ele se sobressai naturalmente, sem forçar, sem piada pronta. Ele ri dele mesmo quando conta o que viveu no Piauí, e faz graça com a fome que passou, com a dificuldade da família. Porém, ao mesmo tempo, sabe o que ocorre ao seu redor e faz sua parte enquanto cidadão.

Whindersson é rico, pode viajar para todo canto, usar as roupas dos melhores estilistas internacionais e até os relógios mais desejados do mundo.

Whindersson pode comprar qualquer coisa. Mas, olha que louco, ele anda de bermuda e chinelo de dedo, pois o dinheiro tirou a família da miséria, ele sabe disso, mas não é isso que o movimenta.

Os vídeos continuam simples, o cenário quase não muda. No palco, vejam só, é ele e um tecladista (muito bom, por sinal), que entra vez ou outra para um efeito especial. E é só.

O Brasil é chão de grandes humoristas como Chico Anysio, Golias, Nair Bello, Mussum, Zacarias, Dedé Santana e Renato Aragão. Consagramos na memória nomes como Dercy Gonçalves, Costinha e Grande Otelo.

E temos Whindersson, que acho muito parecido com Mazzaropi, não no estilo de humor, mas no talento de descobrir a genialidade da simplicidade para fazer rir.

​​Whindersson não é só um garoto pobre que deu certo. Sim, também o é. Mas o menino do Piauí que só saber fazer rir sem mistério, é um baita de um cara legal!




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