Comportamento

O hábito de elogiar

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Elogiar é admirar a capacidade do outro, o que o torna mais autoconfiante.



Certa vez, um amigo me contou que ficou surpreso quando um tio lhe disse que seu pai elogiava muito seu talento para o futebol.

É que, quando estavam só os dois, o pai o criticava o tempo todo no jogo.

“Fiquei pensando por que ele não me fazia elogios.”


Muita gente acha que os elogios estragam a pessoa. Essa é uma ilusão que leva ao individualismo e à solidão.
O elogio ajuda o outro a se sentir admirado.

Nos times de baixa performance, as pessoas não se elogiam porque pensam que, se o fizerem, vão encher a bola do outro e ele poderá ser mais valorizado e levar vantagem na hora de uma promoção.

Na equipe de alta performance não há lugar para picuinhas.


Todos sentem que estão crescendo independentemente do cargo que têm.

Sabem que são importantes e têm prazer em mostrar potencial e capacidade e em reconhecê-los nos outros.

Elogiar é aplaudir.

Os orientais dizem que, no aplauso, um é a mão direita e o outro é a mão esquerda.


Aplaudir alguém é como abraçá-lo. O som das palmas é o som do encontro.

Significa que um no palco e outro na platéia se abraçam, numa homenagem à capacidade e à competência.

Quando você elogia, está aplaudindo. Está dizendo que encontrou no outro sua própria competência e capacidade.

O agradecimento diz quanto a pessoa é importante, o aplauso mostra de quanto ela é capaz.


O elogio muda totalmente a forma de as pessoas enxergarem o processo de aprendizado.

Na educação, ao contrário do que sempre se pensou — que a única maneira de ajudar o aluno era criticá-lo —, viver censurando faz com que as pessoas vejam apenas o que falta, e não o que conseguiram obter.

“Dois colegas de trabalho saíram para caçar marrecos. Um deles possuía um cachorro muito especial.  Sempre que alguém acertava um marreco, o cachorro corria sobre a água e trazia o animal.  Depois de caçar muitos marrecos e de várias corridas do cachorro sobre a água do lago, seu dono perguntou ao colega:


“Você não observou nada de diferente?”
“Seu cachorro não sabe nadar!”, respondeu o outro.

Tantos milagres, e os pobres de espírito somente conseguem ver que o cachorro não sabe nadar…

Todos temos o que aprimorar em nossa vida, mas certamente já conseguimos nossos milagres.


Coloque sua atenção nas conquistas das pessoas e você lhes transmitirá mais confiança para que enfrentem os desafios.

Em uma equipe em que as pessoas têm o foco na capacidade dos outros, todos se sentem mais confiantes em arriscar.

 

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Roberto Shinyashiki em Os Donos do Futuro

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