O SegredoReflexão

O homem que queria humanizar

o homem que queria

Vou contar a vocês uma das historias mais interessantes que passei até hoje como Coach.



O Homem que queria aprender a Humanizar.

Ele, um médico respeitado, na casa de seus 45 anos, e com um grande currículo de cirurgias bem sucedidas, cardiologista cirurgião, no dia de sua primeira sessão de coach, acomodou-se na poltrona, cruzou suas pernas, apoiou suas mãos sobre os joelhos e demos início à sessão:

– Vamos lá, me conte um pouco do seu dia a dia, o que você faz e o que o trouxe até essa sessão de coach.


– Sabe Lis, eu trabalho há 20 anos na área da medicina, já vi de tudo que você possa imaginar, passei pelos casos clínicos mais pesados e desafiadores, atualmente, surgiu dentro da Instituição a qual eu trabalho, a tal da Humanização no trato com os pacientes, principalmente em seus momentos finais, porém eu realmente não entendo como florear á alguém que seu ente querido acabou de falecer, pra mim, isso é pura matemática, é como resolver uma equação, e as cirurgias não são diferentes de equações, elas simplesmente são assim, você tem possibilidades infinitas de resolver a questão porém todas as possibilidades levam á um mesmo resultado, e nas cirurgias isso não é diferente, ao final, ou o paciente é curado e sua vida é prolongada ou ele morre, ou mesmo que não morra ali na maca de cirurgia, morrerá daqui alguns dias de complicações devido a problemas durante a cirurgia.

– Ok então dentro desse contexto, o que você busca? Qual a sua meta?

– Busco a minha Humanização, essa é a minha meta.

– E qual é o seu conceito de Humanização?


– Humanizar é empoderar um sentimento desnecessário, que é o sentimento da perda, a partir do momento que todos nós sabemos que essa perda é inevitável e que a morte chega para todos, isso não deveria ser tão priorizado.

– E o que faz você pensar que esse sentimento não deveria ser tão priorizado?

– Minha mãe morreu no parto, eu nunca soube o que é ter uma mãe por perto, fui criado por um pai ausente, ou melhor, criado pela babá, porque meu pai, eu mal o via durante o mês, ele viajava muito a negócios e sempre fui muito solitário, resumindo, minha mãe morreu, não tinha contato com meu pai, e fui criado por uma babá, ou seja, já nasci com o sentimento da perda embutido em mim, ele veio como um acessório e então entendi que independente da hora do óbito, ele chega pra todos nós.

– Ok, agora me conte uma coisa, o que o levou a ser médico?


– O fato de poder salvar vidas, sempre tive isso dentro de mim, desde que soube que minha mãe faleceu no parto, devido a uma parada cardíaca, me propus a salvar o maior número de vidas possíveis, tudo para reparar esse meu sentimento de perda.

– Então você está me dizendo que o sentimento de perda existe dentro de você?

– Pois, por incrível que pareça, pensando bem, acho que ele existe sim.

– Então e agora Doutor? Vamos Humanizar?


O erro não é de quem confia, e sim de quem mente

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