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O incrível desafio de estar no caminho que traçamos para nós

o incrível desafio

O ser humano coloca amarras em praticamente tudo. Soltar essas amarras não exige nada além do que andar pelo caminho das realizações, da fé de que tudo já está pronto e saber aceitar sem empecilhos. Focar no lado claro, certo da situação.



A estrada poderia ser sempre com curvas tranquilas, com flores, paisagens de tirar o fôlego. Poderia ser fácil chegar a qualquer lugar sem a preocupação de encerrar a aventura o mais rápido possível ou pensar com o que podemos nos deparar.

Porém, nosso percurso é muitas vezes complicado porque, justamente, não sabemos exatamente onde queremos chegar. Vivemos num conflito de escolhas que angustiam. Queremos seguir nossa própria estrada, mas sofremos quando temos que abrir mão de pessoas, de outras coisas, outros desejos.

Na verdade, antes de seguirmos na nossa trajetória de evolução ou expansão da consciência diante do que somos e pretendemos experimentar viver nesta existência, nós sabemos na nossa essência o que não queremos. Basta então, não permitirmos mais viver o que não nos faz bem e nos abrirmos para todas as outras possibilidades que o Universo nos oferece.


Mas onde estão estas possibilidades? Na Fonte. Ali está tudo e podemos senti-las dentro de nós. Temos uma capacidade incrível de criá-las e visualizá-las. É aí que entra a questão de estar no caminho.

Para que as coisas se manifestem: seja mais sabedoria e discernimento, seja mais amor na família, seja o desejo de estudar, aperfeiçoar-se, seja a mudança de um lugar, a conquista de algo, um emprego, a cura de uma doença, a abertura de um negócio ou melhorar o que já temos é necessário estarmos dispostos a receber.

O ser humano coloca amarras em praticamente tudo. Soltar essas amarras não exige nada além do que andar pelo caminho das realizações, da fé de que tudo já está pronto e saber aceitar sem empecilhos. Focar no lado claro, certo da situação.

E como sabemos que estamos nos desviando durante o percurso? Quando vivemos a dificuldade, quando o sofrimento de não ter ou não estar como queremos nos perturba a alma, quando nos deixamos tomar por uma profunda tristeza, quando nos revoltamos e nos frustramos.


Tudo bem, mas agora não podemos mais sentir estes sentimentos ou ter algumas sensações estranhas? Sim, podemos.

E é ali que expandimos nossa consciência, quando trabalhamos nossa mente e nossa alma para nos afastarmos desses momentos que não nos fazem bem. Assim voltamos para o caminho.

Aceite a tristeza, a frustração, a decepção, mas olhe para ela como algo que não vai acompanhá-lo ou pertencer a você por muito tempo. “Eu estou assim, mas prefiro estar de outro modo”. É treino, é disciplina, é vontade de não focar na situação desfavorável que muitas vezes nós mesmos criamos. É a pura esperança de que vai ficar bem que nos faz sair daquele estado.

Se o caminho está complicado, com pedras, desvios e longo demais é possível perceber o que podemos fazer no momento para percorremos com mais tranquilidade. Orações, amigos, livros, terapias e uma conversa consigo mesmo pode trazer uma resposta de carona para amenizar o trajeto.


Quando a gente acredita que existem várias possibilidades, e não se priva colocando empecilhos para que elas se manifestem, seja lá como estamos indo: de carro, trem, a cavalo ou a pé, independente da velocidade vamos sempre encontrar alguém ou algum fato que nos faz chegar e dizer: “Olha era aqui mesmo que eu desejei estar”. E só nos resta agradecer.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: loganban / 123RF Imagens


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