O lado bom da preguiça…

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Nada na vida é totalmente bom ou mau, vantajoso ou desvantajoso. O melhor emprego do mundo tem os seus problemas , o relacionamento mais feliz tem as suas lacunas. Também não existe ninguém calminho e compreensivo 100% do tempo. Se nos contextos mais positivos , existem um lado B , podemos dizer também que existe um lado B de bom naquilo que é aparentemente ruim de forma integral.



Sim, a preguiça tem o seu lado positivo, por mais que socialmente falando ela seja bem combatida. Combatida com razão… diga-se de passagem.

Não me refiro a uma preguiça crônica de pessoas desmotivadas , sem vontade de fazer nada, improdutivas , para não dizer sem préstimos. Não me refiro a uma preguiça que empaca a vida. Refiro-me a uma sensibilidade para distinguir , que alguns projetos e pessoas, não valem a nossa energia. Que às vezes ficamos quebrando pedra sem obter resultados. Que às vezes dispensamos muito tempo com projetos que não levam a nada.

A preguiça saudável  faz-nos respeitar mais o nosso ritmo, faz-nos  lutar mais pelo direito de usufruir do nosso tempo livre, faz-nos investir nas coisas que realmente valem a pena em nossa opinião. Em alguns casos , a preguiça mostra-nos  que estamos perdendo tempo com algo que não queremos realmente. A preguiça pode funcionar como uma espécie de termômetro para as nossas emoções. Se algo nos enfada, demasiadamente , talvez estejamos no lugar errado, exercendo a função errada…

A preguiça saudável nos protege de abusos excessivos que podemos praticar contra o nosso próprio corpo. Contra a nossa mente. Sem um pouco de preguiça, podemos desrespeitar os limites da nossa saúde física e emocional.

Pessoas extremamente ativas, muitas vezes, sem perceber, acabam sendo alvos também de aproveitadores,  que abusam da disposição dos outros, jogando nos ombros de terceiros tarefas a mais.


Pessoas com alta vida intelectual, de vez em quando, também deveriam fazer um break para não sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sentimentos de ansiedade e estresse.

Pessoas que tentam se desdobrar em mil para desempenhar múltiplas tarefas, também deveriam, às vezes, exercer um pouco da preguiça saudável, delegando tarefas ou deixando para lá aquilo que não é tão importante nem urgente.

Na Era da eficácia, em que precisamos ser bons nas 507 tarefas que fazemos , muitas vezes ou quase sempre, nós nos esquecemos apenas de uma coisa: de sermos felizes.


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