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O LADO SOMBRIO DA EMPATIA: COMO ABSORVER EMOÇÕES PODE DRENÁ-LO…

Empatas, ou pessoas altamente sensíveis, conhecem muito bem a luta de tentar equilibrar suas emoções em um mundo cheio de energia conflitante e intensa. A maioria das pessoas vê a empatia como um traço positivo em um indivíduo, mas um empático conhece o lado negro dessa característica inata.


Ser capaz de simpatizar com o que outra pessoa passa e oferecer apoio e compreensão pode literalmente salvar a vida de alguém, em alguns casos, mas os empáticos assumem a energia e os sentimentos de cada pessoa que encontram. Isso fica profundamente enraizado em sua consciência, e pode deixá-los para baixo por semanas, até meses, após a interação.

Além do mais, os empáticos não apenas absorvem as emoções das pessoas com quem conversam. Eles também podem assumir a energia do seu ambiente com base nos sons, luzes, conversas e frequência geral de cada lugar que eles vão. Os empatas às vezes veem seu dom como uma maldição, porque tem um custo.


Precisamos de empáticos, ou pessoas altamente sensíveis, neste mundo para ajudar a curá-lo, mas também precisamos que cada um cuide de si mesmo também. Empatas tendem a negligenciar-se a fim de cuidar de todos os outros, e é aí onde o dom da bondade pode rapidamente se transformar em uma coisa negativa.

Pessoas sensíveis só querem salvar o mundo, honestamente. Elas não aguentam mais a dor, o sofrimento, a violência e a opressão. Elas querem ver um mundo cheio de paz, amor e sucesso para todos, e como devem suportar uma realidade que mantém muito do oposto para muitas pessoas, se cansam e perdem a fé facilmente. Elas têm que ter muito tempo para lidar com a dureza do mundo e processá-la em seus próprios termos, e quando ajudam os outros com seus próprios problemas, este ciclo continua.


Elas absorvem as emoções de todos ao seu redor, e devem ter tempo para si mesmas, a fim de restaurar sua energia. Quando qualquer parte de um empata se sente desequilibrada, parece uma batalha interna que ele simplesmente não consegue vencer. De certa forma, assumir os sentimentos e as emoções do mundo pode sobrecarregá-lo ainda mais, o que explica a maldição do empata em poucas palavras. Empatas querem salvar o mundo, mas não querem perder-se no processo. É um equilíbrio delicado que precisa de ajuste constante, a fim de funcionar, para ambas as partes envolvidas.

Para lhe dar uma ideia simples de como a empatia realmente funciona na mente humana, pegue este experimento feito pela Dra. Tania Singer, neurocientista, como exemplo. Em 2004, ela e sua equipe realizaram uma experiência em que dezesseis casais foram colocados em um scanner de ressonância magnética. Eles deram um choque elétrico doloroso nos casais, o que causou dor física e emocional. As áreas do cérebro que controlam a empatia dos voluntários que tiveram de assistir seu parceiro sofrendo, se iluminaram como fogos de artifício.

No entanto, muitas pessoas sentem empatia por desconhecidos. Tome cuidadores, enfermeiros, e outros que devem atender às necessidades dos outros em uma base diária como exemplo. Muitos estudos mostraram que as pessoas nessas profissões frequentemente experimentam “estresse traumático secundário” como resultado de lidar com pacientes regularmente. Elas inevitavelmente assumem a dor e o sofrimento dos pacientes no processo de tratamento, o que pode levar ao burnout emocional.

No entanto, como as pessoas que são naturalmente mais sensíveis às emoções dos outros e ao mundo ao seu redor lidam com uma realidade cada vez mais estressante?

Bem, com base na pesquisa de Singer, a resposta pode ser bastante simples. Múltiplos estudos feitos por ela e sua equipe sugerem que a compaixão, não a empatia, pode ajudar as pessoas que se sentem especialmente afetadas pela energia e emoções de outras pessoas. Compaixão significa que você ainda se preocupa com outra pessoa, mas que não absorve suas emoções e sentimentos.

Embora isso possa parecer duro de certa forma, os empáticos devem proteger sua energia e não espalhá-la muito. A empatia não faz bem se as pessoas expressam ou sentem que devem sofrer para que outra pessoa possa ter ajuda.

“O mundo não precisa de mais empatia, se ela significa experimentar o sofrimento de outra pessoa como seu próprio”, diz Michael Poulin, da Universidade Estadual de Nova York. “Fazer isso pode simplesmente dobrar o sofrimento do mundo.”

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Traduzido pela equipe de O Segredo Fonte: Power of Positivity





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