O medo bloqueia o fluxo da vida

O medo é um vilão que envolve e enlaça a todos nós. Quem nunca sentiu medo na vida?

Desde a mais tenra idade o medo é incutido em nossa consciência: bicho-papão, homem do saco, lobisomem, assombração. Nosso imaginário segue repleto de figuras assustadoras, calafrios e sussurros. Aprendemos que existem os homens bons e os maus. Triste realidade, decepcionante mesmo!



Mas, por que nos ensinam tanto a ter medo e quase nada falam sobre a força da coragem?

A coragem, antagonista do medo, é quem nos dá força para prosseguir na vida, para realizar nossos sonhos, nossos desejos.

Ao contrário dela, o medo nos envolve e paralisa, ficamos estacionados no tempo.

Aprendemos e nos condicionamos a ter medo de tudo: medo da chuva porque podemos pegar uma gripe. Medo de dirigir, medo de falar o que pensamos, medo de estarmos errados, medo de não corresponder ao modelo que nossos pais idealizaram para nós, medo de amar e ser amados.


Aliás, o medo do amor é o mais terrível dos medos porque sem amarmos fica difícil de conviver com as pessoas ao nosso redor. Temos medo de amar e nos machucarmos, já que a dor do amor não correspondido fere fundo na alma.

Então, como podemos nos livrar do medo? Como desatar esse nó tão apertado que nos paralisa?

Não é fácil, não é simples, não existe uma poção mágica que nos liberte dos medos em segundos. O que existe é a força de vontade, essa chama que aquece nosso coração e nos impulsiona a nos superarmos.

Para nos livrarmos dos medos precisamos nos agarrar a essa força interior e, sobretudo, aprendermos a nos amar. Cuidar, ter paciência com nós mesmos, entender que alguns medos (os medinhos) podem ir embora de imediato, enquanto que os “medões”, aqueles mais tenebrosos, insistem em ficar. Eles já estão aconchegados em nosso interior e não querem ir embora assim tão facilmente. Há de se ter persistência, boa vontade e uma grande dose de tolerância.


Praticar a meditação pode ser um excelente aliado, assim com o yoga e outras atividades físicas e mentais. Quando você perceber, os medos foram derrotados e enxotados, um a um. Claro, isso não é garantia de que não haverá outros medos, afinal, o medo faz parte de nós, de alguma forma, mas nós somos maiores do que ele.

Com o tempo nossos ouvidos se tornam surdos aos clamores do medo porque nos tornaremos fortes a tal ponto, que só o bem conseguirá nos atingir.

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Direitos autorais da imagem de capa: andersonrise / 123RF Imagens

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