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O melhor professor do mundo é um monge que doa quase todo o ordenado a famílias pobres

Tibichi leva a sua profissão a um nível totalmente superior. Ensinar é apenas uma de suas contribuições, ele também incentiva, cuida e protege não apenas seus alunos, mas a comunidade em que está inserido.  Global Teacher Prize é uma premiação anual conferida pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes do mundo todo. Este ano, a disputa estava muito acirrada! 10 mil professores de 179 países foram selecionados, entre eles a professora brasileira Débora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo.


O vencedor foi uma pessoa muito especial, que faz muito mais do que ensinar, ele traz esperança para seus alunos!

Peter Tabichi é um monge franciscano de 36 anos e professor de ciências de uma escola da vila de Pwani, no Vale do Rift, uma savana queniana, lugar de muita pobreza e falta de oportunidades. Ainda assim, ele acredita no poder da educação e em seus alunos, e fez um discurso muito bonito ao receber o prêmio:

“Tenho visto o que prometem os jovens africanos – a sua curiosidade, o seu talento, a sua inteligência, as suas crenças. Eles não continuarão a ser preteridos devido às baixas expectativas. A África vai produzir cientistas, engenheiros, empresários, cujos nomes serão um dia famosos em todos os cantos do mundo. E as crianças serão uma enorme parte desta história.”

Todos os dias, Tabichi e seus alunos enfrentam grandes dificuldades. As instalações onde funcionam as escolas são precárias e os alunos não possuem todo o material necessário, inclusive livros.

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“A escola fica em uma área muito remota. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manhã é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, relatou o professor em uma entrevista publicada no site do prêmio.

Além disso, ele também tem a complicada missão de fazer com que as famílias das crianças compreendam o quão importante é estudar e apoiem os filhos. Na cultura local, as mulheres costumam se casar muito cedo e abandonar os estudos, e muitos homens também abandonam a educação. Tabichi está tentando mudar essa realidade.

O professor atua ativamente na comunidade, ensinando técnicas de cultivos aos moradores, para que possam combater a fome, e também organiza “clubes da paz” na escola, promovendo uma união das sete tribos que possuem aulas com ele e ajudando a combater a violência tribal, intensa na região.


Como se tudo isso não fosse o suficiente, Tabichi também doa 80% do seu salário para os alunos mais pobres, para que possam comprar seu material escolar.

No entanto, ele não gosta de falar muito sobre isso. O mais importante, em sua opinião, é garantir que os seus alunos tenham oportunidades na vida, e possam conhecer uma realidade diferente da qual vivem atualmente.

Sunny Varkey, fundador da premiação Global Teacher Prize, espera que a história do professor africano “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”.

Tibichi leva a sua profissão a um nível totalmente superior. Ensinar é apenas uma de suas contribuições, ele também incentiva, cuida e protege não apenas seus alunos, mas a comunidade em que está inserido.

Um exemplo tão inspirador, o professor é muito mais do que merecedor dessa premiação!

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Que todos nós possamos refletir sobre essa história e compreender o quão privilegiados somos, separando um tempo para ajudar outras pessoas, assim como faz Tibichi.

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Direitos autorais da imagem de capa: Clint Egbert – Direitos autorais da imagem 2: Jon Gambrell AP -Direitos autorais da imagem 3: Divulgação





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