O merecimento e a lei da atração:

Quão merecedor de amor, prosperidade, harmonia, paz… você realmente se considera?

Quando o assunto é lei da atração, uma questão essencial é a vibração. Existe uma diferença entre querer amor e vibrar amor. É preciso ficarmos muito atentos aos nossos quereres, pois o querer vibra na falta. Geralmente queremos aquilo que não temos, por isso vibramos na falta.

O querer é uma expressão da mente egoica, limitada por pensamentos, crenças e paradigmas de baixa vibração, calcados em uma visão de mundo predominantemente materialista e linear. Ingratidão, reclamação e não-aceitação são aspectos de baixíssima vibração muito presentes à mente egoica.

É comum pensarmos que o dinheiro se manifesta através de trabalho duro. Essa é uma crença a que geralmente somos submetidos desde a infância. A partir dela, passamos a entender o trabalho como algo penoso, cansativo, desprovido de prazer.

Eu mesmo, passei por experiências profissionais que não me traziam felicidade. Eu me sentia preso em um ambiente burocrático, cheio de regras rígidas e que não faziam sentido para mim. Aquilo tornava minha vibração mais densa, minando minha capacidade criativa.

Hoje, o trabalho tem outro significado para mim, pois liberei crenças antigas e escolhi outros caminhos profissionais mais alinhados com os anseios de minha alma. Seria fácil eu achar que não merecia ter vivido aquelas experiências do passado, não é mesmo? Isso seria ingratidão.

Para que eu me tornasse a pessoa de hoje, precisei viver a experiência de ontem. Sempre estamos no lugar certo e na hora certa, por isso merecemos viver tudo o que vivemos, sem julgamento de bom ou ruim.

Quando estamos passando por uma situação difícil, ao nos perguntarmos O PORQUÊ daquilo, corremos o risco de vibrar na não-aceitação. Que tal substituirmos a pergunta por PARA QUÊ? Isso muda tudo. O PARA QUÊ? é neutro, não questiona os acontecimentos em si, mas busca a compreensão do que há por trás deles, sua finalidade, por isso é um excelente caminho para a expansão de consciência.

Nada acontece por acaso e é através dessa chave que a lei da atração funciona: atraímos exatamente tudo de que precisamos para nossa evolução. Tudo o que vivemos serve para nos fortalecer em amor. Por isso, até mesmo a dor serve ao amor.

Gosto muito de uma fala da monja Jetsunma Tenzin Palmo, em que ela diz “”…as circunstâncias difíceis são, na verdade, ótimas oportunidades de crescimento” e acrescenta que isso não significa que seja necessário chamar os problemas, eles virão por si mesmos (se necessário). Ou seja, é uma ilusão acharmos que a vida é feita somente de bons momentos. Tudo o que acontece tem algum propósito maior, inclusive os desafios.

No filme Efeito Borboleta, o personagem principal descobre uma forma de voltar no tempo e alterar acontecimentos do passado, o que reflete em uma nova configuração não apenas para sua vida, como também para a de todas as pessoas com quem teve alguma relação. Há diversos outros filmes que tratam desse mesmo tema. A arte nos dá um poder enorme: o da abstração. A partir dela, universos paralelos mostram-se cada vez mais possíveis e encontram cada vez mais embasamento científico.

A Teoria das Cordas, a Teoria da Relatividade e a própria Física Quântica cada vez mais demonstram que a vida é uma experiência mental, no entanto quando falo em mente aqui, estou me referindo a uma mente superior, divina, de profundo amor, poder e sabedoria, não àquela mente egoica limitada mencionada anteriormente.

Nós cocriamos nossa própria realidade. Se hoje você vivencia um momento financeiro difícil, pode abrir-se a uma conexão com um universo paralelo de abundância financeira. Sentindo-se de fato merecedor da prosperidade, sua vibração eleva-se! E lembre-se sempre de que para o Universo não há escassez!

A dúvida quanto ao merecimento, quebra o fluxo da lei da atração, por isso é importante nutrirmos a certeza.

Essa nutrição é um processo que pode ser extremamente divertido e prazeroso, uma vez que tenhamos o amor não como uma mera possibilidade, mas como a mais nobre das alternativas.



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