O mito da renovação da vida

[…] Houve uma época em que vivíamos o tempo glorioso do mito. O mito traduz melhor a verdade que a pura e simples descrição histórica. Como falar de um Deus que se fez criança, do mistério do ser humano, de sua salvação, do bem e do mal senão contando histórias, projetando mitos que nos revelam o sentido profundo de tais fatos?



Os relatos do nascimento de Jesus contidos nos evangelhos, contem elementos históricos, mas para enfatizar seu significado religioso, vem revestidos de linguagem mitológica e simbólica. Para nós crianças tudo isso eram verdades que assumíamos com entusiasmo. Hoje, vivemos os tempos da razão e da desmitologização. Mas isso vale somente para os adultos. As crianças, continuam vivendo o mundo encantado do sonho.

O bom velhinho traz presentes e dá bons conselhos. Se nós, adultos, filhos da crítica e desmitologização, não conseguimos mais nos encantar, permitamos que nossos filhos e filhas se encantem e gozem o reino mágico da fantasia. Sua existência será repleta de sentido e de alegria.

O que queremos mais para o Natal senão esses dons preciosos que Jesus quis também trazer a este mundo? Se colocamos a criança eterna à nossa frente então ela suscita em nós renovação da vida, a inocência, novas possibilidades de ação que correm em direção do futuro. Pois estes são os sentimentos que precisamos alimentar no Natal porque a Estrela é magnânima e “Nele” se manifestou a humanidade e a jovialidade do Deus de todos os povos. […]


Leonardo Boff

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