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O momento pede silêncio

Recolha-se! Conecte-se com o seu sagrado, faça uma prece em silêncio. Deus está interessado nos sussurros sinceros da alma, não em palavras bem articuladas que a boca emite.

Talvez seja o momento de você silenciar um pouco. Não é o momento para você externar a sua angústia, a maioria das pessoas perderam a capacidade de se colocar no lugar do outro. Considere, ainda, o risco de a sua dor virar motivo de piada.


Recolha-se! Conecte-se com o seu sagrado, faça uma prece em silêncio. Deus está interessado nos sussurros sinceros da alma, não em palavras bem articuladas que a boca emite.

Afaste-se dessa bagunça, saia de perto desse caos. São muitos ruídos ensurdecendo a audição da sua alma. É muita injustiça, muita crueldade, muito desrespeito, muito desamor, muita indiferença, por todos os lados, há um semblante expressando dor.

Não se perca nesse labirinto, volte enquanto é tempo. Nada vale a sua paz, não banalize as suas lágrimas. Uma hora essa confusão vai passar, a poeira vai abaixar, essa névoa vai se dissipar e seu coração voltará a sorrir.


Dê tempo ao tempo, pare de se culpar, desista de buscar, agora, as respostas que só o tempo poderá trazer.

Enquanto as respostas não vêm, cuide do que estiver ao seu alcance. Preste atenção em cada detalhe à sua volta que desperte a sua gratidão. Sempre há algo a agradecer, o fato de você ter acordado hoje é um dos motivos.

Sim, mesmo com a alma angustiada, você vai exercitar a gratidão hoje. Troque cada pensamento triste por um agradecimento, isso vai lhe fazer bem.


O sofrimento é o intervalo entre duas alegrias, sua próxima fase será de contentamento, acredite. Não há sofrimento que dure para sempre, com você não será diferente.

Só peço que se cuide, que se preserve dos curiosos disfarçados de solidários. Só vale expor a sua dor a quem puder e se dispuser a cuidar dela.

Viva um dia de cada vez, preste atenção nas lições que esse momento está lhe ensinando. Para isso, é preciso silenciar para o mundo e se escutar.

Não se misture a essa baderna lá fora, são carroças vazias que só têm barulho a oferecer, como lembra um provérbio chinês.


Direitos autorais da imagem de capa: Priscilla du Prezz / Unsplash





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