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O mundo está cansado de gente com palavras bonitas. O mundo quer atitudes, pessoas que entendam pessoas, de verdade

De que lado estamos: das palavras ou das atitudes?


Hoje em dia viver bem é viver sem dar ou obter maiores explicações. É tudo muito rápido; tomada de decisões, execução de um plano, realização de metas, busca de sonhos.

O entendimento de que não temos tempo a perder se percebe, inclusive, nas relações de amizade. Poucos são os que realmente querem ouvir um amigo, entender a situação do colega e se colocar no lugar do outro. É um corte, um “deixa pra lá”, ou um “vai passar”, dito de forma apressada.

A gente se afasta muito rápido ou desaparece da vida de pessoas que passam por algum problema.

Pensamos diante do nosso ego inflado que o outro ainda vive reclamando da situação, não se decide, não encerra.


Pavio curto, impaciência, e até palavras duras fazem parte de vidas com sentidos artificiais devido às novas formas de mudança do mundo social. É cada um com suas particularidades, seus medos, seus traumas e ninguém para interferir.

É preciso falar dos sentimentos, mas não podemos tomar o tempo do outro com isto. E como fica? Fica cada um na sua. A gente só ouve uma vez, conversa uma vez, aguenta uma vez.

Depois, que o outro faça uma terapia ou saia atrás de alguém com a tal paciência treinada para ouvir, entrar na conversa e sentir o que ele está sentindo.

Neste paradigma quem somos? Os com problemas e conflitos esperando alguém para compartilhar nossas aflições ou os sem tempo?


Se somos os do segundo time, saibamos que o individualismo está tomando conta de nós. Se por acaso precisamos em algum momento da atenção de um amigo, do parceiro, da família, somos o povo do “mimimi” e do vitimismo.

Na real, estamos lá e cá. Sem calma e tempo para ouvir e cheios de vontade de encontrar quem nos ouça, entenda um pouco das nossas dores, dúvidas e indecisões.

Perdemos a arte das relações sociais e da amizade já dizia o sociólogo e filósofo Zigmund Ballman.

Somos indivíduos com discursos bonitos sobre a importância da amizade, empatia, resiliência e ao mesmo tempo o exemplo dos que o próprio umbigo é o que interessa. Somos a contradição do que falamos. Do faça o que eu digo e não o que eu faço. E nem faço a diferença.

O mundo está cheio e cansado de gente com palavras bonitas, redes sociais com frases de efeito, opiniões bem pautadas.

O mundo nos quer na essência, com atitudes e que sejamos pessoas que gostam e entendem pessoas, de verdade!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF Imagens.





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