O mundo está cheio de pessoas especiais e você é uma delas!

Viver para contar: Questão de tempo.



Esta história aconteceu em 2003 e hoje me serviu como uma ferramenta de vida. O que quero dizer é que, crianças são muito mais suscetíveis a amar do que adultos.

Quando eu tinha seis anos, foi no pré que eu conheci minha primeira namorada. Como faz muito tempo, não sei se foi a amor à primeira vista, mas lembro-me que gostava bastante dela. Claro que não rolava nada muito saliente (apenas um selinho e um abraço), mas como sendo a primeira namorada, esta garota foi muito marcante para mim. Fazíamos promessas um ao outro, como por exemplo, prometi que ficaríamos juntos para sempre. Naquela época, o anel de plástico da Barbie estava na moda. Todas as garotas almejavam ganhar um daqueles. Eu, na minha santa inocência e agindo como um romântico incurável, descolei um daqueles anéis na festa junina do colégio e dei a ela. Fiz questão de encaixar em seu dedo, e ela, claro, ficou maravilhada. Foi um dos dias mais felizes da minha vida e aposto que dela também.

Ficamos juntos durante aquele ano todo, até os pais dela decidirem se mudar para outro estado. Quando ela me contou aquilo, fiquei bem chateado. Tentei contornar a situação e até mesmo fiz com ela falasse com seus pais para deixaram-na ficar. Mas o que estávamos fazendo? Éramos apenas crianças, e que poder de influência tínhamos sobre adultos?


No fim das contas, nada do que eu fiz adiantou.

Ela foi embora. Mas eu não desisti dela. Em seu último dia, nós prometemos um ao outro que um dia nos reencontraríamos e ficaríamos juntos para sempre.

Seis anos depois, ela voltou. Voltou mais diferente do que nunca. Estava mais alta, e simplesmente havia perdido a graça e a beleza que tinha quando criança. Eu tentei me reaproximar dela e inclusive, a nova e melhor amiga dela também era minha amiga, mas toda vez que eu tentava me aproximar dela, ela simplesmente se esquivava. Por causa disso, eu nunca tive coragem de lhe encostar na parede e lhe perguntar o que realmente aconteceu para ela ter voltado. Ela me evitava a todo o tempo, e eu estava vivendo aquela maldita fase da adolescência onde os meninos e as meninas estavam começando a sentir atração pelo sexo oposto. Digamos que as garotas estavam me atraindo de uma forma que eu achei que jamais aconteceria. Eram muitas opções para eu focar em apenas uma.


Eu me perguntava a todo tempo se devia ir ou não falar com ela. Mas o orgulho permaneceu em mim até o final do ano, o último ano em que a vi em toda minha vida.

Então é isso? “ABC do amor” é uma história real, pois fala claramente do amor infantil de um menino por uma garota de sua escola? Porventura, quando crescemos o amor simplesmente se esvai e só ficam lembranças?

Quando era menino, me falaram que o amor era a força mais poderosa que existia. Quando cresci me questionei quanto a isso, levando em consideração ao tempo. O tempo que, para muitos estudiosos e filósofos não existe (é uma ilusão) é tão poderoso a ponto de nos envelhecermos, matar o nosso amor de fome e mexer em cada célula do nosso corpo sem que nós sentimos. O que era para ser uma linda história de amor, acabou se tornando um paradoxo temporal, pois ela foi embora, e mais pessoas entraram na minha vida e, assim, uma substituindo a outra em todo ano.

O que pude entender desta minha história é que, o sentimento de amor é sempre o mesmo, mas o tempo sempre se inova a cada segundo.

O que quero dizer é que, se a pessoa que você ama foi embora, não se preocupe. Você irá conhecer pessoas novas a cada momento de sua vida. Irá rir, se divertir, chorar e sentir todas as emoções humanas.

E depois, tudo não passará de lembranças e histórias que certamente ajudará muitas outras pessoas quando você contar.

O mundo está cheio de pessoas especiais, e você é uma delas!

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