O mundo pulsou descompassado… Então, vai lá textão!

O mundo pulsou descompassado? Então, lá vai textão!



Eu sou uma boa aprendiz. Ouvi isto de uma pessoa querida e peguei para mim, incorporei às minhas características porque realmente acredito que sou. Então, quando fico sabendo que algum coração pulsou descompassado, seja na Flórida ou no Rio de Janeiro, me pergunto quem em mim quer ver este desamor exposto desta maneira crua?

Quem de mim é este cavaleiro solitário e sanguinário? Quem de mim é esta vítima que se aglomera em festas segmentadas? Quem de mim é e julga ambos?

Será que eu, para provar justamente o contrário, acredito que estas mortes e este assassino – fruto de intolerância e ego – são importantes para limpar o mundo e trazer mais tolerância e amor?


O MUNDO PUSLOSU DESCOMPASSADO FOTO DE CAPA E FOTO 01

Não. Mil vezes não! Não quero co-responsabilizar-me por isto, penso logo de cara. Mas, lá vem as ponderações.Tento não passar nenhuma raiva e nenhum rancor para pensamentos e sentimentos diferentes do meu. Na maioria das vezes dá certo. Outras, nem tanto… Mas, cada vez mais, tenho a consciência disto e me calo tentando mudar em mim o que considero errado numa situação.

Hoje, busco não discordar com tanta veemência e ver outros lados que não são muito claros para mim e isto tem sido uma maravilha. Mas, dói abrir mão de ter sempre razão, dói ver no outro algo que você vem sofrendo para apagar em você, dói comprimir o ego quando o outro está jogando o próprio sobre você.


Dói abrir mão de ser a vítima tanto quanto dói abrir mão de ser o algoz, Dói desapegar deste envolvimento.

Atrelado e por isto, às vezes, julgo. Julgo silenciosa e internamente. Até que um evento destes é divulgado e penso em como estou envolvida num ato terrorista! Isto cai como uma bomba em mim.

O MUNDO PULSOU FOTO DE DENTRO 02

Bom, o melhor a fazer é continuar o caminho, amando quem quero julgar, aceitando quem quero sentir rancor, acolhendo quem quero ter raiva…mesmo que ainda não compreenda completamente o quanto de mim está nestes terroristas e nestas vítimas, o quanto meus pequenos atos velados alimentam este terror desvelado tanto quanto escolhem os alvos. Mas, vou – “to” – caminhando, tentando ser mais flor que dor. E, se para isto for preciso “engolir algumas verdades”, aceitar que ser justo não é ser o dono da justiça, está ótimo.

Quero mais amor, mais aceitação, mais união e menos caos e tenho que ser mais amor, mais aceitação, mais união e menos intromissão. Quero pulsar no compasso do amor.

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