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“O nosso coração sabe porque estamos aqui. Quem seguir os sinais e viver sua Lenda Pessoal entenderá…”

Qual a razão de estarmos aqui?                             

Quem algum dia não parou tudo o que estava fazendo e, olhando fixamente para o nada, indagou a si mesmo: “como eu vim parar aqui?”. Mas ainda mais importante do que saber de onde viemos, é entender porque viemos…



Logo após nosso nascimento, começamos a esquecer a verdadeira razão de estarmos aqui. Até o final de nossa primeira infância, qualquer resquício que sobra em nosso inconsciente sobre vidas passadas, será completamente eliminado de nossa memória por nosso próprio consciente, alimentado por valores e conceitos impostos pela família e pela sociedade, de acordo com o que todos consideram ser certo ou errado.

Essa é a trajetória da maioria das pessoas, até o fim dos nossos dias nesse mundo para onde viemos e onde, por tanto tempo, viveremos, sem entendermos ou lembrarmos a verdadeira razão de estarmos aqui.

Aliás, muitos de nós, durante esta passagem longa ou curta, nem nos preocupemos em parar para pensar no que realmente deveríamos estar fazendo com nossas vidas. Ao menos, até o último segundo antes de nossa partida.


Em um texto da série “Diálogo com o Mestre”, Paulo Coelho escreveu:

“O nosso coração sabe porque estamos aqui. Quem escutar o coração, seguir os sinais e viver sua Lenda Pessoal, entenderá que está participando de algo, mesmo que não compreenda racionalmente. Diz a tradição que, no segundo antes da nossa morte, a gente se dá conta da verdadeira razão da existência…”.

Ou seja, somente, então, quem não escutar seu coração, ou seu inconsciente, obterá, talvez, as respostas para questões como:


O que deveríamos ter valorizado mais durante nossa passagem pela Terra? Nossa posição social, nossas posses e bens? Ou nossos próprios desejos e sonhos, nossos inconscientes?

O que deveríamos ter respeitado mais? Os valores, costumes e conceitos da sociedade, os mais poderosos, os mais velhos e experientes, os mais ricos? Ou nossos próprios desejos e sonhos, nossos inconscientes?

O que deveríamos ter aprendido mais? A pedir ao invés de conquistar, a conseguir as coisas de maneira fácil, a passar a perna nos outros, a mentir, a fingir, a tirar proveito? Ou a batalhar sempre por nossos desejos e sonhos, escutando com mais atenção às vozes dos nossos inconscientes?

O que deveríamos ter realizado mais? Os desejos de nossos pais, o plano de vida que a sociedade dita, o plano de carreira que alguém disse um dia ser bom para você ganhar mais dinheiro, ter um trabalho bom, progredir na hierarquia de uma grande empresa? Ou os nossos próprios sonhos e desejos, escutando com mais atenção às vozes dos nossos inconscientes?

Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica, já dizia no início do século 20 que “sonhos são realizações de desejos ocultos e são ferramenta que busca equilíbrio pela compensação. É o meio de comunicação do inconsciente com o consciente.”

Em resumo, se você anda por aí imaginando a razão da sua existência, ou mesmo questionando o porquê de sua infelicidade, isso já é um começo para você prestar mais atenção nos seus sonhos, valorizar mais o seu inconsciente e escutar mais o seu coração. 


Direitos autorais da imagem de capa: wallhere.com / 507958

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