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Nosso diálogo mental de cada dia…

NOSSO DIÁLOGO MENTAL 1

Precisamos aprender a conversar com nossa mente e nossos pensamentos…



As conversas que temos com nossa mente são por vezes inconfessáveis, dramáticas, outras vezes patéticas. Tem aquelas engraçadas. São tantos os tipos. Transformamos nossa mente em um labirinto, damos tantas voltas, atropelamos os pensamentos, nos desconcertamos.

Ainda temos dificuldades de dominar, ou pelo menos, entender o que pensamos e por que pensamos tantas coisas estranhas. E elas se manifestam. E como seria menos angustiante se soubéssemos escolher os pensamentos, assim como escolhemos uma roupa confortável ou descolada para usar durante um dia.

Bom seria se tivéssemos um botãozinho que acionados mandassem embora os pensamentos repetitivos e sem fundamento. Que mau hábito este que nos ronda.


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Queremos a leveza na mente, a expressão do melhor, só que há dias em que parece um esforço ensaiar imagens bonitas, sorte no caminho, finais felizes.

Quantas preocupações bobas e sem fundamento circulam por ali. Ideias absurdas. Por que não deixamos em seus compartimentos só o que queremos de bom e de verdade? Mas permitimos que transborde o incerto. Já reparou como seu semblante muda quando você fala coisas boas para si mesmo? Escapa até um sorriso do olhar.

Mente vazia, apenas se for para ser preenchida com bons sentimentos. E mente lotada que não se esvazia para dar lugar a pensamentos melhores também não vale, não pode. Senão, nada flui, nada de bom se expande. Bem ali estão guardadas histórias inesquecíveis e tão possíveis. Ela pode sim ser treinada para absorver só o que for bom e manifestar o nosso eu verdadeiro. Sem ruídos, nem barulho.


A mente não se cansa de aprender e temos a incrível capacidade de ensiná-la coisas desnecessárias. De enchê-la de dúvidas e desconfianças. De cobrá-la com perguntas, sem entender ou buscar respostas decentes. Quanta conspiração!

Cadê o manual? Aquele que descreve como viver sem medos ou limitações? Que ensina a conversar com a mente, a desafiá-la a ser sempre serena e por vezes apática com o que não nos convém? Que nos dê alternativas de fugir dos devaneios e que nos mostre o passo a passo para saber usá-la?

Sem teorias infundadas. Sem tantos medos e receios. Sem deixar as impossibilidades se tornarem possíveis, como diz Anthony Robbins. Um papo mediado por nossos pensamentos de um jeito claro, fácil, sem rodeios. Assim é para ser. E que a mente delete e não atraia aquilo que não nos faz bem e nem ao outro.

Nossa conversar poderia ser aberta, tranquila, sem pressões nem culpas. Poderíamos fazer as escolhas do dia e treinar a mente para aquilo que desejamos, esperamos e arquitetamos de forma simples e, depois, contemplar os resultados. Deixar de lado a mania de pensar no pior porque se ele acontecer sentiremos o alívio de dizer que estávamos certos.


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Nós podíamos mesmo era repensar o jeito que tratamos nossa mente, o que aceitamos que ela aceite. Podíamos colocar doses de palavras novas, sentimentos novos, reexperimentar o diálogo e perceber que a vida nos fala quando sabemos falar com a gente mesmo.

Mala vazia – é assim que se arruma a mala… Deixando-a vazia…

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