O nosso processo “Fênix”: resiliência, aprendizado e evolução



Obviamente que já se ouviu sobre a famosa Fênix, a qual ressurge das cinzas após a sua autocombustão.

Se ainda não ouviu falar, vamos entender rapidamente do que se trata?

Fênix é um pássaro da mitologia grega, o qual representa muito com sua história e significado. Construindo uma analogia com os processos do ser humano, os quais ele precisa e deve superar a si mesmo, Fênix é uma simbologia rica de ensinamentos, pois durante seus voos é capaz de carregar muitos pesos, equilibrando-se, mantendo-se forte.

E nós? Quantas vezes não temos que seguir a vida com uma carga enorme sobre os ombros, equilibrando família, trabalho, amigos, conflitos, imprevistos, angústias, indecisões, expectativas, etc.?

Todos nós, todos os dias, somos “Fênix”, pois nas primeiras horas da aurora que se levanta, já saímos do pó, retornando a ele quando repousamos nossa cabeça ao dormir.

O processo da Fênix não ocorre quando algo extraordinário acontece em sua vida, onde tudo muda de ângulo e posição. Também é isso, porém, é algo mais extraordinário! Seu ressurgimento das cinzas acontece quando, ao abrir seus olhos, você sente a vida pulsando em você e diz para si mesmo: “mais um dia”, “hoje tentarei de novo”, “conseguirei”,”eu posso ajudar de alguma maneira”, “eu sei que é possível”, etc.

É preciso que entendamos que a nossa autocombustão é a nossa batalha e resistência de todos os dias, em meio à dor, lágrimas, perdas, esforços, abnegação, dedicação, alegrias.

Quando a chama nos consome, é o “momento-gatilho”, o qual explodimos e dizemos: “basta! Para mim chega!”, “já não aguento mais isso, preciso mudar!”

E quando percebemos que nosso limite já foi atingido, tornamo-nos cinzas para iniciar o ciclo de um ressurgimento mais maduro e sábio.

As cinzas moldam um novo ser, para que este continue a guerrilha da sua vida, com novas batalhas, com mais força, vigor e sapiência.



As tempestades não cessarão, toda vez que houver o ressurgir das cinzas. Pelo o contrário: à medida que se cresce e se fortalece espiritualmente, as provações aumentam, para que não desistamos no meio do caminho e o voo não seja interrompido.

A ave Fênix não se entrega, mesmo que esteja muito ferida e exausta. Ela mantém seu voo até o seu ponto máximo, pois sabe que precisa se transformar e renascer. O renascimento é sempre a oportunidade que nos damos de outras tentativas, com maior vigor.

Por brisas e ventanias, chuvas ou sóis, precisamos alçar e sustentar voos com resiliência para atingir níveis de aprendizado em uma contínua evolução.

Tudo isso é muito fácil? Não, lógico que não é! Mas quem disse que a Fênix não sofre em seu processo de decisões e mudanças, assim como acontece conosco?

A autocombustão em si, com o seu fogo, também simboliza a libertação e pureza. Quando nos libertamos de algo ou alguém que nos escraviza de alguma maneira, o fogo do desejo de mudar nos consome, impulsionando-nos com a chama que arde em nosso espírito.

É a chama da vida que nos mostra nitidamente o quanto precisamos continuar.

Fênix não para de voar. Depois da temporada de suas cinzas, ela recomeça sem temor, bate as asas novamente e esbraveja nas montanhas, em outros céus, por sua liberdade plena em conhecer, aprender e lapidar-se.

Que todos nós sempre tenhamos o nosso processo “Fênix”!


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