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O PERIGO DA SAUDADE…

De repente vem à lembrança de algo que vivenciamos e então nos pegamos revivendo, mentalmente, aquela situação. O que de fato é bom, porém, acompanhado dessas lembranças vem uma sensação de falta muitas vezes seguida por frases, às vezes ditas apenas na mente, tais como: “Isso poderia estar acontecendo agora! ”; “Bem que essa pessoa poderia estar aqui! ”; “Ah se tudo fosse diferente!”; “E se eu tivesse…”, “E se…, e se…”.



E por aí vai, quando percebemos já estamos na “bad”, com aquela dor no peito, lágrimas nos olhos e um profundo sentimento de falta, daquilo ou daquela pessoa que protagoniza nossa lembrança.

Saudades, dizemos sobre essa dor. Simplesmente estamos sentindo saudades. Saudade é um sentimento causado pela distância ou ausência de algo ou alguém. A palavra vem do latim, com o significado de solidão. Podemos interpretar como o “ativar” a memória de algo que aconteceu e intensa vontade de reviver certos momentos, pode-se até afirmar que é uma dor que temos prazer em sentir.

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A saudade nos remete diretamente a falta, ausência, de algo, e consequentemente nos conectamos ao sofrimento e a tristeza interligados a essa falta, é como se fosse um vazio, um “buraco no peito” como alguns dizem.

Conectados a esses sentimentos despencamos, quase que instantaneamente, na escala vibracional, e assim nos afastando da possibilidade de reviver situações semelhantes a de nossa lembrança. Quando a saudade é remetida a uma pessoa, ao nos conectar com a ausência desta em nossa vida, estamos afastando-a ainda mais de nossa realidade. Pois de acordo com a Lei da Atração, atraímos o que sentimos, o que vibramos. Se vibrarmos na falta e consequentemente na dor, no sofrimento e na tristeza, manifestaremos mais situações de falta, novas situações para sentirmos dor, sofrimento e tristeza.

Na verdade, a saudade está diretamente ligada a sensação ou sentimentos obtidos durante determinada experiência, a situação de nossa lembrança, e não ao evento em si. Quando sentimos saudades de alguém, por exemplo, na verdade estamos sentindo a falta da sensação que estar com esse alguém, na maioria das vezes sensação essa de pleno bem-estar, nos proporcionava, e não estamos sentindo, exatamente, a falta da pessoa em si.


Reconhecendo isso, ou seja, encarando a saudade a partir deste modo, podemos perceber que os sentimentos/sensações eram nossos, aliás, são nossos, estão em nós e podem ser acessados a qualquer momento que queiramos. O outro ou a situação foi apenas um “condutor” ou “intermediário” para despertar em nós este sentimento/sensação aconchegante.

Dessa forma, podemos olhar para as lembranças de um jeito diferente, um jeito novo. Ao ativá-las em nossa memória devemos nos desprender da imagem formada, percebendo os sentimentos e sensações envolvidos, de forma positiva, e então trazer as sensações para o momento presente, revivendo apenas o sentimento e não a situação, ou seja, revivendo o amor, a alegria, a apreciação e o bem-estar.

Se o sentimento é seu, ele está aí, não há porquê sentir a falta dele. Cabe apenas à VOCÊ acessá-lo e se conectar a ele.

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