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O PODER DA CONFIANÇA: QUÃO DIFÍCIL SUA CONSTRUÇÃO E FÁCIL SEU DECLÍNIO!

A criação de laços de confiança entre duas pessoas seja na empresa, casamento, família, amigos, sempre têm características ou processos comuns. Gestores podem incrementar a confiança de seus subordinados, pessoas podem manter nas outras pessoas, seja no amor, na amizade, na família, em tudo, evidenciando as seguintes atitudes segundo Stephen Robbins, pelo “Prentice Hall – Fatal Erros Managers Make and The Truth About Managing People” no seu estudo sobre Comportamento Organizacional e Humano:


Mantenha-se aberto. 

Mantenha as pessoas informadas, deixe claros os critérios pelos quais as decisões são tomadas, seja sincero sobre os problemas e comunique todas as informações relevantes.


Seja Justo. 

Antes de tomar uma decisão, considere como os outros vão percebê-la em termos de justiça e objetividade. Sempre dê crédito a quem é devido, seja imparcial nas avaliações de desempenho e na distribuição de recompensas. Não é tentar agradar a todos, mas demonstrar justiça nas ações.


Exponha seus sentimentos.

Não é para ser aquele chato que quer discutir a relação o tempo todo. Se gostar de algo, fale e demonstre com educação. Se não gostou, fale e demonstre com educação. Gestores que se atêm apenas aos fatos, passam a impressão de frieza e distanciamento, e liderança é metade técnica, metade arte.



Diga a verdade.

Integridade é crítica para a confiança. Logo, você deve ser visto por alguém que sempre diz a verdade. 90% das pessoas preferem “ouvir aquilo que não querem” a descobrir que seu chefe mentiu para elas.


Demonstre consistência.

Isto é, seja previsível. Aquela pessoa que a gente nunca sabe com que humor vai chegar, ou aquela que não sabemos o que esperar, não inspira confiança. Para isto, é preciso ter valores. Eles orientam as decisões e os comportamentos, assim todos vão saber o que te agradaria ou não, facilitando a convivência.



Cumpra as promessas.

Falou, está falado. Não quer dizer que você não possa voltar atrás percebendo o erro, mas quando você junta o quesito 1, 2 e 5, as promessas feitas estarão sempre aliadas aos valores. Cuidado para não se esquivar das promessas, às vezes é necessário você se posicionar, está lá, na descrição de cargo!


Mantenha sigilo sobre as confidências.

É muito mais fácil confiar em uma pessoa discreta, digna de fé do que em alguém que já lhe contou um monte de segredos dos outros. Deixar vazar informações é um veneno para a confiança.


Demonstre Competência.

Ganhe a admiração e o respeito das pessoas demonstrando habilidades técnicas e profissionais. Em especial as de negociação, relacionamento e aquelas diretamente ligadas à razão de ser de atuação de sua área.


Como e porquê perdemos ou destruímos a confiança dos outros?

Agora, aqui, vamos tratar sobre algumas questões inerentes sobre a importância de saber fatores que podem nos levar a perda da confiança, à sua destruição, seu declínio.

A Confiança é um sentimento que deve sempre morar dentro de você, mas é preciso pensar muito antes de depositá-la em alguém, pois nem todos valorizam esse ato.

Nada mais triste do que ser traído por quem se ama. Uma relação de amizade demora anos para ser construída, mas pode acabar em segundos quando a desconfiança aparece. Perder a confiança num amigo é como deixar uma parte da vida ir embora…

Um amor construído com base na confiança e no respeito não tem prazo de validade.

A confiança é como uma bela louça, se quebrar, você pode até colar os cacos, mas nunca mais terá de volta o seu esplendor.

Se traídos nos faz perder o chão… Mas nos faz aprender e crescer. Não permita que seu coração se amargure.

Existem inúmeros fatores contribuintes para a perda ou destruição da confiança nas outras pessoas. Sejam eles uma simples mentira ou uma grande, um erro banal (porém de forma intencional ou planejado) ou um erro proposital onde fora pensado antes de cometê-lo e mesmo assim a pessoa prefere ir adiante com aquele evento.

Nada é fácil. Mas tudo sempre tem um limite! Até as variadas formas de interpretação sobre erros e acertos, caso existam, tem definitivamente um fim em si ou na própria pessoa que lhe apetece.

Na verve das relações humanas percebemos o quão difícil se encontra o esforço para construir uma confiança, seja ela auto, interior (autoconfiança) ou exterior.

Uma vez que concebemos que a confiança foi construída por base no respeito, amizade e amor, tudo tende a ficar mais fácil e sem prazo determinado de duração. Quando quebrada, devido à falta ou alguma falha em suas bases, ela até pode voltar, porém jamais será como antes. É como se você tivesse um barril com 100 litros de algum líquido dentro e determina-se a jamais tirar esse líquido de dentro dele. Porém num vacilo você vai e retira, ele ainda continua lá, com o líquido dentro, porém já não tem mais os 100 litros, agora diminuíram. No insistir em retirar, e cada vez mais retirar (vacilos), uma hora irá se esgotar e não haverá mais nada além do vazio dentro do barril… Com a confiança é a mesma coisa!

Confiar é um exercício árduo, dolorido, extremamente fácil de quebrar como o mais fino e delicado vidro. Ao confiarmos em alguém devemos primeiro, antes de tudo, exercer o exercício de autoconfiança, confiar em nós mesmos, sabermos que também temos falhas, mas também temos virtudes inúmeras.

Com humildade, sinceridade e franqueza devemos aprender que falhamos e os outros também falham, porém é importante saber que certos e medidos erros e enganos são fundamentais para a destruição de algo que fora construído com muito sacrifício, amizade e amor, respeito e franqueza: A Confiança!

Confiar na vida, nas pessoas e em você é um aprendizado, muitas vezes dolorido. Não deixe de acreditar! Levante a cabeça e siga em frente.

No final teremos a sensação de que tudo foi apenas uma experiência, que nem sabemos ao certo o que é, mas afirmamos categoricamente que chama-se VIDA!





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