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O poder do sorriso: treinando seu cérebro para reagir positivamente

A felicidade também requer treino. 

Tal afirmação o assusta?



Hoje em dia, vemos muita gente ofertando felicidade por aí, como banana em feira livre e isto é um perigo! Essa busca exasperada pela felicidade faz qualquer ser infeliz.

Felicidade não se persegue; felicidade se conquista. E ela gosta de pessoas livres, vai por mim!

Ninguém é feliz o tempo todo, em todas as áreas da vida. Tristeza, frustração, raiva, recomeços. Isso tudo é inerente à própria vida, aos seres humanos.  Ninguém é eufórico o tempo inteiro e, além do mais, devemos nos lembrar sempre que euforia NÃO é alegria.


A tal da felicidade genuína, que sábios e gurus tanto falam, é aquela que vem de dentro. Isso a gente já sabe. Mas, ela nasce onde?

Ela tem que ser semeada. Assim como o amor, a amizade e os sentimentos negativos também.

E quando essa felicidade não vem? Não importa o que façamos. Arrumamos um emprego melhor e ficamos momentaneamente felizes, nos apaixonamos e vivemos eufóricos, mas e quando a paixão cede lugar à rotina? Programamos uma viagem maravilhosa e mal voltamos e já estamos com aquela sensação de frustração, por não conseguir prolongar a felicidade por mais tempo.

Bom, ao meu ver, a felicidade genuína, essa que nosso cartão de crédito não é capaz de comprar, é mais um estado de paz de espírito, do que de entusiasmo permanente. Pensar que um indivíduo feliz é isento de problemas e preocupações futuras, é uma bobagem quase pueril.


Eu acredito que as pessoas consideradas felizes possuem uma maior confiança na própria capacidade de superar tais problemas e uma FÉ que sobrepõe as preocupações.

Mas e quando não conseguimos colocar esse otimismo à frente dos iminentes perrengues que nos aguardam logo ali adiante? Bom, esta ordem dos fatores é o que nos difere das pessoas consideradas genuinamente felizes.

É aí que entra o treino. Como qualquer músculo, nossos neurônios e conexões neurais também precisam de treino. De nada adianta aparentemente controlar o corpo e ter uma mente rebelde que nos escraviza.  A vida cansa. Fato incontestável. Todos temos nossos altos e baixos, nossos dias ótimos e não tão ótimos assim. Porém, é possível condicionarmos nosso cérebro a reagir de uma forma mais positiva aos estímulos negativos inevitáveis do cotidiano.

Imagine que você esperava muito uma promoção no trabalho, e na reunião você ouve que seu colega, uma pessoa que não tem o seu talento nem se empenhou tanto quanto você, foi promovido no seu lugar, e ainda por cima cheio de honras ao mérito. Acredito que disfarçar a cara de surpresa e desaprovação seria quase impossível, certo? Nosso semblante nos denuncia sem que muitas vezes sequer nos demos conta disso!

E isso acontece porque o cérebro entende prontamente nossas expressões faciais. E as de espanto e raiva, às vezes, surgem mais rapidamente que o próprio entendimento total da situação. É o ímpeto. Reações involuntárias a situações inesperadas.

E se oferecermos ao cérebro uma brincadeira?  Cada vez que estivermos bravos, irritados, demasiadamente preocupados e tristes, forcemo-nos a sorrir.  Parece besteira? Experimente!

Não precisa mesmo ser um sorriso sincero. Eleve os músculos faciais num sorriso falso. Mantenha essa expressão por uns segundos e repita algumas vezes.

Sorrir muda o nosso cérebro e portanto, a forma como reagimos às situações. Ficamos mais inclinados a quebrarmos a tendência habitual de pensar negativamente e piorar ainda mais as coisas, pois ao sorrir, mesmo que não seja o sorriso mais espontâneo do mundo, ao elevar a musculatura do rosto, você ativa a parte cerebral responsável pelos padrões positivos e libera serotonina.

Há diversos estudos que falam sobre isso, que ao tornar o sorriso um hábito constante, você deixa de ficar tenso, você relaxa os músculos e libera o excesso de pressão e preocupação, sendo assim, suas células não ficam rígidas, elas ficam mais receptivas a estímulos e até medicação, melhoram a tolerância à dor e funcionam melhor. Incrível, não?

Além disso, todos nós possuímos neurônios chamados “espelho”, que são responsáveis por copiar, vamos dizer assim, gestos, trejeitos e até comportamentos que eles, os neurônios, julgam úteis para nós. Ou seja, sorrir contagia.

Ao vermos uma pessoa sorrindo muito, sem querer, acabamos por imitá-la. 

E da mesma forma, o mau humor pega também! Deus me livre! Livre-se dele! Nós somos mesmo uma máquina fantástica, não?! Temos que cuidar bem de nós. E que tal começar a sorrir para si mesmo nesse exato momento?  Vá até o espelho, olhe-se nos olhos e sorria para você! Diga frases positivas, coisas que admira em si mesmo e diga sorrindo. Pela manhã experimente dizer um sincero “BOM DIA” às pessoas, com um sorriso aberto!

Vá malhando o cérebro para sorrir quando tudo estiver tenso. Pois nessas horas é que precisamos mais de suporte e bem-estar.

Você pode incutir em sua mente novos hábitos e hábitos positivos, a qualquer momento! Pessimismo também é um hábito. E só você pode quebrar esse padrão, como qualquer treino, requer tempo e disposição, e a prática leva à excelência.

Pois, é! Não é à toa que dizem que sorrir é um santo remédio! Use sem moderação!

Bruna Stamato


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 788803 / Evgeny Freyer

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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