5min. de leitura

O porquê desse infinito projeto chamado vida…

 Certa vez, uma pessoa perguntou-me: por que Deus nos criou?  Qual a razão para este gigantesco e complexo plano?  Fitei-lhe o rosto detidamente. Havia ansiedade e uma certa angústia em seu olhar. Respondi que Ele fez isso porque é, essencialmente, AMOR. E por esta razão não cessa de criar e AMAR.


Ela insistiu, perguntando por que, para atingir a perfeição, precisamos evoluir com tanto sofrimento?

Mais uma vez respondi que era devido ao AMOR.  Só Ele é capaz de criar a vida e dar a ela liberdade de escolha para seguir seu caminho evolutivo.

Mas este livre-arbítrio vem acompanhado por leis perfeitas e imutáveis, já que o projeto do Criador tem por finalidade promover a união de todos os seres, através da conquista individual de um AMOR universal.

Sem querer arvorar-me pelos segredos da Criação, entendi o propósito daquelas perguntas, pois que a fazemos a nós mesmos, principalmente quando presenciamos situações que nos entristecem, afrouxando nossa fé.  Desilusão com os políticos, a corrupção; a onda de violência no país e no mundo; a opressão do fraco pelo forte, decepções familiares, perdas.  Tudo isso nos deixa, de tempos em tempos, desanimados, aflitos, atônitos. Quando cessarão todas as dores, injustiças e violência? Eu digo, em breve. Mas ninguém sabe quando, só Deus. O auge das convulsões é o prenúncio da cura. O fim de uma borrasca vem seguido de um lindo dia de sol. Tudo está limpo.


Os ateus de plantão, religiosos sectários podem me execrar, mas não importa. Ajudar é o que importa. A depressão, mal do milênio, toma muitos de assalto. Queremos fugir da realidade, isolando-nos no mundo virtual, nos selfies e likes da ilusão passageira. Não façamos isso.

Mas para responder sobre o porquê da vida, recorro a um sábio que comparou o planeta Terra a um Hospital ou Penitenciária. Nestes lugares, as provações superam as venturas. A dor suplanta a alegria.

A violência campeia com ar de vencedora, como se não fosse possível a paz. Ledo engano. Nossa fatalidade, única e irrevogável, é a felicidade futura que nos aguarda. Tens fé? Um grande palestrante disse que a fé é enxergar aquilo que não existe.

Faz-se necessário abrir a mente. Vivemos no terceiro milênio. Assim sendo, descortina-se um novo horizonte, onde o desalento pode até pairar sobre nossas cabeças, mas não constrói seu ninho. Atualmente, explicações sensatas para situações que permaneceram obscuras por séculos, e até milênios, estão calcadas numa fé raciocinada, que pondera sem sectarismos. A Terra não compreende a humanidade inteira. Somos uma gota no infinito oceano da Criação. Estamos de passagem num planeta que vive um grave momento de transição.


Aqui nos encontramos para curar as feridas que cobrem o espírito imortal.

Quando um paciente se recupera ou cumpre a pena o que acontece? Ele ganha a liberdade. Sendo assim, há de chegar o dia em que sairemos deste hospital-penitenciário de provas e expiações e alçaremos voos mais altos, onde inimagináveis venturas nos aguardam.

Até lá, permaneceremos nesta roda viva de lutas e aprendizados, até que nos livremos por completo dos males que afligem o espírito eterno. Males estes que se sustentam no orgulho e no egoísmo sem limites. Com todas as suas variantes: ambição, falsidade, etc.

Aos que buscam paz e harmonia, tenhamos força. Prosseguiremos trabalhando por um mundo melhor. Sabendo, contudo, que essa construção inicia, invariavelmente, em nosso mundo interior. Eis aí o segredo.





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.