O primeiro passo para o amor-próprio:

O amor-próprio é, muitas vezes, o amor mais difícil, e há uma razão biológica para isso.

Muitos biólogos evolucionários dizem que, para a sobrevivência, nascemos com um viés de negatividade, buscando continuamente ameaças no horizonte ou perigo em nosso meio.



Como resultado, podemos tender a desconfiar das coisas boas que chegam ao nosso caminho, e até mesmo do bem dentro de nós.

Podemos ter dificuldade em procurar o bem em nossas vidas também, pois somos orientados a ficar à frente do perigo. Para romper esse viés, começamos a nos convencer gradualmente de que somos merecedores de amor.

O primeiro passo para o amor-próprio é perguntar-se: o que é bom dentro de mim?

Tendemos a pensar sobre o que não gostamos em nós mesmos, em vez de percebermos as muitas boas qualidades que exibimos em nossas vidas todos os dias. Podemos considerar os gestos simples, como permitir que outra pessoa fique em nossa frente na fila, ou abrir a porta para alguém, cujos braços estão cheios de sacolas. Estas ações podem parecer pequenas e insignificantes, em vez de expressões consistentes de decência.


Mas eu te aconselho a não diminuir essas ações, pois são evidências significativas de um coração amável, bem como um lugar para começar a apreciar como você é digno de amor.

Se você não consegue encontrar nada de bom dentro de si mesmo, ou achar essas pequenas ações muito triviais para serem lembradas, mantenha em mente que todos os seres querem ser felizes. Nós merecemos ser felizes – todo mundo merece. Este é um desejo básico que o conecta com todas as criaturas do mundo.

A exploração do amor-próprio vem do desejo de aprender a ser feliz. Há esperança para esse amor em dizer: “Se não sei, posso aprender”.

Se você é cético sobre sua capacidade de aprender, um incentivo importante no processo pode ser o fato de que você está pensando sobre essas coisas.


O outro aspecto do amor-próprio é a autocompaixão. Muitas pessoas que têm ampla compaixão por aqueles em dificuldade no mundo não têm essa mesma habilidade quando se trata de seus próprios erros.

Quando as coisas derem errado, quando cometer um erro e cair de alguma forma, lembre-se: isso faz parte da condição humana. Você não é o único que comete erros e faz coisas das quais se arrepende. A profundidade de seus sentimentos sobre as coisas que fez de errado é uma expressão do seu desejo de fazer melhor e ser melhor.

Outra maneira de ver erros é pensar neles como outra coisa que nos conecta com a família humana. Se você pode ver que em seu redor as pessoas tropeçam e então se levantam e seguem, esforçando-se para corrigir as coisas que fizeram de errado, pode ver isso em si mesmo também.

Em vez de fazerem você se sentir tão sozinho e envergonhado, lembre-se de que essas falhas o tornam humano.

Se você está em uma luta para amar a si mesmo, está tentando algo difícil e corajoso. Só por isso, já é um merecedor de amor.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Escrito por Sharon Salzberg –  Fonte: Happify

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