O primeiro sinal da sabedoria é saber dividi-la!

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Tudo aquilo que praticamos no nosso dia a dia reflete aquilo que somos.

Costumamos dizer que pessoas inteligentes, praticam ações inteligentes, falam frases inteligentes e agem, obviamente, de forma inteligente.



É preciso muita disciplina para organizar os   pensamentos, e criar tudo de forma harmônica ao nosso redor, para que possamos agir de forma inteligente e seguir, sempre neste objetivo.  E é possível que qualquer pessoa perceba aquilo que realmente esteja impregnado “na alma” de cada um, e daí por diante, podemos enxergar de forma diferente, cada uma dessas pessoas.

De acordo com alguns estudos, na era medieval, buscava-se a sabedoria através de estudos compartilhados.

Isso porque, segundo eles, encontrariam a felicidade, o bem, o belo e a verdade, tudo inserido na educação, em conjunto.

Entretanto, para os educadores da época, já havia um conhecimento inato no estudante. O que precisariam descobrir era como o aluno seria capaz de migrar da ignorância ao saber. O professor então tinha a incumbência de despertar dentro da criança o desejo de desenvolver a inteligência, não de sufocá-la. Então o estudo seria um trampolim para o desenvolvimento na vida de cada um. Esse desenvolvimento seria compartilhado e cada um se destacaria naquilo que tivesse mais propensão.


O isolamento nunca foi sinal de sabedoria. Há sempre uma ponte que liga um lugar ao outro, mas se não houver uso, para que serve a ligação?

Da mesma forma, para que serve a sabedoria, se for para ficar isolada? A prática constante de uma arte nos torna “hábil” e traz desenvolvimento. E essa prática requer compartilhamento.

A sabedoria como muitas outras habilidades, deve ser compartilhada, senão perde o seu valor. E quanto mais usamos, mais aprendemos, porque estamos “treinando”.

Em outras palavras, quanto mais compartilhamos os nossos conhecimentos, mais aprendemos, mais sábios nos tornamos, mais nos valorizamos, mais nos sentimos humanos e livres.


O solitário busca seu próprio interesse e rebela-se contra a verdadeira sabedoria. (Pv 18.1)

Acredito que muitos de nós tenham um talento especial, algo que evidencie aquilo que há dentro de nós. Muitas vezes não há um desenvolvimento porque falta a troca de conhecimentos. Em muitos casos as habilidades ficam ocultas, e muitas vezes ensinamos o que temos e aprendemos com outros, aquilo que não temos.

O importante é que não fechemos os nossos pensamentos, acreditando que somos os únicos que somos “gênios” e assim, deixemos que a arrogância inunde o nosso ser.

As nossas experiências são oportunidades de dividirmos os nossos conhecimentos e mostrarmos a verdadeira sabedoria.

Compartilhando-a sempre.

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Direitos autorais da imagem de capa: ababaka / 123RF Imagens

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