O quão longe eu posso ir… – jogo interior…

Estava eu aqui em casa ouvindo músicas aleatórias, nenhum gênero ou rádio específica, atualizando alguns textos, postando atualizações no Instagram, enfim… Quando de repente, começou a tocar How Far I´ll Go da nova animação da Disney, Moana.



Não vi o filme ainda, mas achei a música interessante e voltei para prestar atenção na letra (How Far I´ll Go). Percebi que a personagem demonstra, através da música, seu desejo de seguir em frente, buscar por mais, sair da zona de conforto, ser diferente dos outros moradores da ilha que estão sempre ali desempenhando seus papéis, cada um com a mesma vida que escolheu para si. Ela percebe que pode mais se seguir além da linha do horizonte do mar e pode ser melhor, evoluir, se escolher por seguir adiante.

Daí pensei, um Coach na ilha onde reside Moana poderia ser útil…rs.

Quando nos sentimos assim, divididos, com vozes interiores nos dizendo o que fazer ou não fazer, estamos enfrentando um “jogo interior”.

Em 1974, foi lançado o livro “O jogo interior de Tênis”. Escrito por Timothy Gallway, um dos mais requisitados Coaches, que em sua experiência como técnico de tênis, costumava observar seus jogadores treinando e, a partir dessas observações, trouxe para o esporte um novo conceito de treinamento. Ele percebeu que muitos jogadores se diziam frases negativas quando erravam jogadas, coisas do tipo: “errei de novo!”, “como pude fazer isso?”. E decidiu conversar com esses jogadores pra entender o quê, e com quem estavam falando.


A resposta foi, “Eu estou falando comigo mesmo”, o que despertou em Timothy o interesse em entender quem era o “EU” e quem era o “Comigo mesmo”.

A partir disso, ele passou a chamar essas vozes interiores de “Self 1” o “Eu” e de “Self 2” o “Comigo mesmo”.

Self 1


Falador, o que julga, o que critica como as coisas deveriam ser, sempre esperando a perfeição e nos impedindo de estar livre para aprender. É nossa consciência pronta para um autojulgamento.

Self 2

Não tem medo de errar, cai e levanta, entende que o erro faz parte do processo de aprendizado. Para o Self 2, não existe acerto e erro; existe acerto e aprendizado.

Ok. Mas como melhorar nosso jogo interior e liberar nosso potencial?

Com o jogo de tênis, o que o professor fez foi desviar o foco do Self 1 do aluno para algo neutro. Ele desenhou “carinhas” nas bolas, como se fossem Emojis/Emoticons, e pediu para que eles observassem a trajetória da bola. Ele percebeu, que enquanto o aluno deixava seu Self 1 observando a trajetória da bola, o Self 2 liberava o Poder da Consciência Não Julgadora e o aluno começava a rebater melhor as bolas.

Enfrentamos esse processo nas nossas vidas diariamente. Na maioria das vezes, deixamos que o nosso Self 1 sufoque nosso Self 2, não o deixando se expressar.

Faça uma experiência e veja como ela te afeta… Quando algo der errado em sua vida, Ex: Nenhuma empresa me procurou até agora, não consigo ser chamado para entrevistas, já se passaram x meses e até agora nada; não dê atenção ao erro. Neutralize o julgamento crítico interno e deixe o Self 2 te mostrar qual é a solução natural para você.

Pratique essa transformação, pratique autoconhecimento, quando você passa a olhar para si, você passa a ser mais consciente, e as coisas começam a fluir melhor, equalizando em uma voz construtiva e natural tornando assim possível seguir cada vez melhor e mais longe.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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