O que eu faria se estivesse no lugar do outro?

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E se eu fosse você?

Vi um filme esses dias: Encontro marcado. Ele conta sobre um casal, ambos tinham outros amores e um sabia do outro e, sim, o casamento deles dava certo assim, era normal.



Talvez esse não seja meu modelo de relacionamento, mas se quem vive a situação a aceita e acha normal, por que eu tenho que me incomodar com ela?

A pergunta que fica é: O que eu faria se estivesse no lugar do outro?

A verdade é que eu não sei! Não sou ele, não vivi cada segundo que ele viveu até aqui, não estou passando pela situação que ele passou.


Não estou dizendo que concordo ou não com x ou y situação, mas que, qualquer que seja a decisão que o outro tome, ninguém tem nada a ver com isso.

Seja ter um relacionamento não convencional, seja perdoar uma traição, seja trocar um emprego considerado dos sonhos por algo comum, seja divorciar-se ou iniciar um relacionamento, tantas coisas

Essa é a decisão que ela quis tomar, por achar que assim será mais feliz. A verdade é que só sabemos sobre alguma situação quando a vivemos!

Muito fácil apontar o dedo de longe, muito fácil julgar, mas viver, essa é a parte difícil. Quantas vezes falamos: “Se tal coisa acontecer comigo farei isso.” Aí a situação acontece e a sua reação é uma que nem você imaginava que teria.


Quantas vezes, depois que a situação se resolve, olhamos para trás e falamos: Nossa, eu consegui! Nem sei de onde tirei tanta força, nunca imaginei que teria tanta paciência, que conseguiria isso!

Ninguém que passa por uma dificuldade, por uma situação dessas sai dela como entrou. Esses fatos que acontecem sempre nos transformam de alguma maneira.

Sempre nos tornamos mais fortes, diferentes de alguma maneira, e, acredite, boa parte dos relacionamentos têm uma força diferente depois de um rompimento. Às vezes, a distância é necessária para que tudo possa ser visto com outros olhos.

Precisamos apenas nos abrir ao que temos a aprender, a, quem sabe, ouvir um pouco, perceber as coisas por outra perspectiva.

Quantas mulheres e homens que erram e resolvem passar por cima do orgulho, voltar atrás, que percebem que foi um erro do outro, mas que o que viveram até ali foi mais importante e então resolvem dar uma nova chance não ao outro, mas a si mesmos. Se vai ser para sempre, só um momento, se o outro vai errar novamente, não tem como saber.

É uma aposta, e, acredite, bem alta. As apostas que fazemos com o coração serão sempre as mais altas de nossa vida, talvez por isso elas nos tragam sempre os melhores prêmios, aqueles que verdadeiramente têm valor e que dinheiro algum compra.

E isso ocorre em todo tipo de relação: casais, amigos, trabalho.

Não estou dizendo que todos devem reatar, retomar a amizade, voltar ao antigo trabalho. Não, cada um saberá o que fazer, com o que conseguirá lidar  e qual será a melhor decisão para si, sempre que uma situação difícil ousar lhe bater à porta.

A verdade é que somos humanos, e erramos sim, muitas vezes. E a partir do momento que nos relacionamos com outro, sempre haverá o risco de nos machucar e machucar o outro também.

É meio contraditório, mas as pessoas que verdadeiramente amamos são as que eventualmente mais machucamos. É, não deveria ser assim, mas é para elas que temos coragem de tirar todas as máscaras e mostrar nosso pior lado, e, acredite, elas nos amam e nós as amamos não pelo lado bom, mas porque ousamos suportar sua pior face.

Sim, nós as corrigimos, brigamos com elas e elas conosco. Mas só brigamos com quem verdadeiramente nos importamos.

Quem quiser colher as rosas terá que aprender a lidar com os espinhos. Não é que os espinhos não machuquem, é que a beleza da rosa é absurdamente maior do que os danos que eles nos causam.

Talvez amor e dor caminhem juntos, e cada um sabe até onde consegue caminhar, que espinhos consegue suportar para, então, apreciar a beleza de sua rosa.

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