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O que me convence no amor não é o “eu te amo” para sempre, é a honestidade, a forma como ele é cuidado.

O que me convence no amor não é o “Eu te amo” para sempre, mas o saber amar, o saber que dentro de mim, ele chegou feito inspiração, feito surpresa que não se anuncia.



É a paz que eu tenho direito, o canto que me protege, o abraço que não tem horário nem dia.

É saudade que bate, é o reencontro depois da despedida, o perdão depois da briga, a falta que o outro faz.

O que me convence no amor não é a pretensão de segurá-lo, como se tudo fosse meu, mas de libertá-lo sabendo que volta para mim porque quer, porque sente desejo, porque sente a vida melhor quando estamos um ao lado do outro tentando seguir na mesma direção.

Não é o bilhete, o buquê de flores, a caixa de chocolate, é a lembrança, o estar, o ser e a sensação de que foi vencida mais uma etapa e que temos sempre tentado fazer dar certo sem nos importunarmos com o que pensam lá fora, sem sentirmos culpa de nós mesmos.


O que me convence no amor é a forma como ele é conduzido, tratado respeitado, como ele é compartilhado entre um instante e outro. Que ele também traz momentos de silêncio respeito e individualidade, que ele é passagem pro outro descansar.

É a maneira como duas pessoas se consentem e se estabelecem dentro da relação.
É a conexão que existe de forma que não se explica, mas que muda o prisma do viver.

É aprender a superar as passagens mais difíceis, sabendo que nem tudo são flores, mas que onde houver companheirismo, haverá força a dois.


É despedir-se já querendo a volta, é o beijo e o passar das mãos nas costas, é sentir que a vida convida para viver sem desespero.

É o fato de ele estar estampado, não em algum outdoor, mas estampado na alma, no laço, na sensação de aconchego quando fazemos o nosso mundo se encaixar dentro daquele sentimento que nos faz esquecer de tudo por um tempo.

O que me convence no amor é a sinceridade, a honestidade e o vão que nunca está vazio. É o cheiro, o explorar, o conhecer e o permitir-se.

Sem imposições, sem autonomia, sem manchar a dignidade de quem se entrega de verdade, sem espatifar o outro por dentro.

O que me convence no amor é a forma como ele é gerado, a forma como ele é cuidado, a forma como ele amadurece trazendo aprendizados e felicidade aparente.

Esse é o amor que me convence, e que realmente eu gostaria de viver.

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Direitos autorais da imagem de capa: arekmalang / 123RF Imagens

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