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O que não nos mata torna-nos mais fortes! será?

Na vida passamos por diversas experiências… umas que consideramos mais felizes, outras mais alegres, outras talvez neutras e outras que nos provocam sofrimento. Quando vivenciamos experiências que consideramos dolorosas… seja uma desilusão amorosa, uma separação, sentirmo-nos traídos, magoados ou enganados por alguém… experiências que nos podem fazer sentir como se uma faca estivesse a ser cravada no nosso coração… Podemos pensar para connosco ou ouvir de outras pessoas: Deixa… O que não nos mata torna-nos mais fortes!



Será…? O que significa isso de nos tornarmos mais fortes?

Será ganhar insensibilidade? Endurecermos ou congelarmos o coração? Considerarmos que o mundo é um campo de batalha, onde qualquer um nos pode magoar e, por essa razão, vestirmos armaduras, empunharmos armas, e encararmos tudo é uma guerra? Atacando tudo o que se ousa aproximar? Matando antes de ser morto? Ou, para evitar a guerra, e os ferimentos daí advindos, construirmos muralhas, fossos à volta das muralhas e ainda um campo de espinhos à volta do fosso para ninguém conseguir entrar? Para evitar que qualquer pessoa chegue perto de nós? Ao nosso coração? Pois… se aí chegar… O que poderá fazer com ele? Ele que já se encontra tão fragilizado…?

Será que tornarmo-nos mais fortes é enveredar pelo caminho de uma vingança que pode: 1) Ser orientada contra quem achamos que nos magoou, não olhando aos danos que provocamos a nós e a quem nos rodeia nesse caminho (filhos, família, amigos, etc.)? 2) Ou generalizada, contra o género que achamos que nos magoou (masculino ou feminino)? Querendo magoar todos os que se incluem nesse “pacote” ou coloca-los todos numa fogueira e atear fogo?


Será que tornarmo-nos mais fortes é deixar de acreditar? Perder o brilho nos olhos? O brilho de quem sonha, de quem acredita na bondade e no Amor… Perder a inocência e pureza da alma… pois… se não acreditarmos… pelo menos não sofreremos?

Quando colocamos um ovo em água a ferver. Este, que inicialmente tinha um interior suave e delicado, fica com o interior duro. Mantém a sua aparência exterior mas enrijece por dentro sob condições “adversas”.

Uma batata, inicialmente rija e forte, quando colocada em água a ferver, amolece, fragiliza-se e perde força…

Já o chá, sob as mesmas condições “adversas”, mistura-se com a água, ganha sabor, encontra a sua essência e contribui para que o que o rodeia seja melhor…


Acredito que “o que não nos mata nos torna mais fortes” quando nos aproxima da nossa essência mais pura… da nossa beleza… da nossa “inocência”. Quando nos liberta do medo e aumenta o conhecimento que temos sobre nós, a capacidade de nos aceitarmos, de nos amarmos e de assim… Sermos fonte de Amor…

Pedro Sciaccaluga Fernandes

Continue reclamando e me diga então o que mudou…

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