Reflexão

O que perdemos quando nosso pai morre

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A figura paterna é vital para o desenvolvimento das crianças, que serão adultos emocionalmente saudáveis. E perdê-la pode deixar marcas incuráveis em alguém.

Você consegue definir, em poucas palavras, o que é ser pai?

Aposto que, mesmo que você tenha filhos que ama, essa continua sendo uma tarefa bem difícil, não é mesmo? O papel de um pai é essencial na criação de um indivíduo, é ele quem primeiramente nos ajuda a enxergar o mundo além da nossa casa e nos assegura que temos para onde voltar.

A figura paterna oferece proteção para o filho, e deve continuar representando isso, mesmo que sua criança hoje seja um adulto.

Mas então, o que acontece quando perdemos essa figura?

Primeiramente, é preciso reconhecer que já existem milhares de pessoas que lidam com a ausência de um pai, mesmo ele não estando morto. É que, nem sequer, chegaram a conhecê-lo.

No Brasil, existem milhares de filhos sem reconhecimento de paternidade, alguns que sabem quem é seu pai, mas ele não o assume, ou que nem sabem o nome ou a aparência de seu genitor. Pode parecer que não, mas se perder um pai depois de anos de convívio já é uma tragédia, que dirá perdê-lo em vida, por não ter a capacidade de cumprir seu papel. Uma pessoa que passa por isso pode crescer idealizando um homem perfeito como seu pai, um super-herói que foi afastado dele por forças maiores e jamais irá reconhecer que essa pessoa não esteve presente. Também pode se tornar alguém com grandes problemas resultantes da rejeição, alguém que não aceita carinho, pois não se acha digno disso, já que foi abandonado por uma das pessoas que deveria amá-lo incondicionalmente.

Percebe por que é tão difícil definir o que é ser pai? Uma pessoa que literalmente faz parte de você, seja no seu código genético, criação, cuja presença — e a falta dela — define tanto quem vamos ser. Não é à toa que o clichê das sessões de psicoterapia seja culpar sempre mãe e pai por tudo: esses dois são fundamentais para nós.

A verdade é que, mesmo que a ordem natural da vida seja esta: nós enterramos nossos pais, perdê-los ainda parece estranho, errado. Como tentar imaginar um mundo sem a pessoa que esteve conosco em todos os momentos? Como viver em um mundo onde aquele que era nosso porto seguro não está mais?

Não sei como, mas seguimos. Mesmo depois que o pior acontece, o mundo continua com essa mania de recomeçar tudo no próximo raiar do Sol.

Perder um pai é perder um pedaço de nós, da nossa história, é segurar as lembranças da risada dele, da camisa que mais gostava de usar, o que o deixava feliz ou bravo. É tentar fazer com que a mente não deixe ir embora o que restou de quem partiu.

Muitas pessoas se referem aos pais como heróis, incapazes de erro. E o mais triste é pensar que, muitas vezes, nós o perdemos justamente quando entramos na nossa fase adulta, momento em que entendemos que ele não é um herói, mas o melhor homem que conseguia ser para nós.

E quando somos adultos, aprendemos a valorizar seus esforços diários muito mais do que as grandes proezas esporádicas.

A dor do luto de um pai é muito singular, por mais que tentemos, não existe uma lista de sensações nem como lidar com essa dor. Se existisse, seria muito extensa. Mas uma coisa é certa: a dor da sua partida é um sinal de que seu amor continua vivo em nós.

Ele pode não estar mais aqui, mas continua vivo em cada batida do nosso coração.

O amor de um pai sente por seu filho é algo que jamais será perdido!

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