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O que podemos aprender com um velho elefante de circo…

Havia uma época em que animais eram os personagens principais das apresentações em circos. Treinados e adestrados, leões, golfinhos e macacos garantiam a risada de uma plateia atenta e sedenta por diversão.



Em um desses circos, havia o Dorean, um carismático elefante que nunca conheceu outra realidade senão aquela do palco e dos bastidores da vida circense.

Dorean gostava de trabalhar animando crianças e adultos, mas se sentia triste e solitário. Isso porque, desde filhotinho, os administradores do circo o mantinham preso em uma corda para que ele não fugisse. A corda era antiga, gasta e, obviamente, não era capaz de resistir à força de um elefante adulto. Mas Dorean não se dava conta disso. Como sempre esteve preso desde pequenininho, ignorava a possibilidade de se libertar. Acreditar que ali era o único lugar em que deveria estar era uma crença que o limitava e o impedia de explorar o vasto mundo que existia além daquelas cortinas do palco.

Quando ouvimos falar em “crenças”, podemos associar a religiões, credos e doutrinas. E é fato de que elas ajudam a fortalecer o espírito humano fazendo com que a gente se sinta capaz de realizar ações que, antes, pensávamos que não podíamos. Mas aqui quero falar sobre a crença limitante do Dorean, quero falar das crenças no sentido mais básico, aquelas que estão presentes no âmbito dos pensamentos, sempre presentes em nosso diálogo interno e diário. Para simplificar, aquela crença representada por aquela voz baixinha que, constantemente, assopra em nossa mente as palavras “posso” e “não posso”. Ou, até, “é possível” e “não é possível”.

Mais do que qualquer outra coisa, é essa “voz” que determina nossas ações, os resultados que vamos atingir, os territórios que vamos alcançar. É essa voz que nos encoraja – ou não – a seguir adiante em nosso processo de emagrecimento, por exemplo. E quem é que nunca pensou “está muito difícil seguir essa dieta, não vou conseguir”? Esse diálogo interno nos revela quais são nossas convicções, o que nós consideramos ser verdade.

Conhecer e entender a origem das nossas crenças facilita no processo de mudança. Sim, é possível mudar o “tom” e a “mensagem” desta voz interna. Caso você queira modificar a maneira como você pensa, existe um caminho e uma fórmula científica para a transformação, mas isso já é assunto para um outro artigo. O que eu estou aqui me perguntando agora é: e se você estivesse no lugar de Dorean, o que faria? Qual a crença limitante que mais te incomoda (todos nós temos pelo menos uma)? E se você pudesse mudar essa crença limitante hoje, substituí-la por outra, qual seria? Quais resultados você alcançaria? Para onde você iria?


Imaginar é divertido. É na imaginação que todas as coisas são possíveis. Então, permita-se enxergar, durante alguns minutos, este cenário que você acredita ser o ideal para a sua vida. Assim como fazia quando era criança, imagine o possível e o impossível. Imagine sem amarras… sem preconceitos… Quem você gostaria de ser? Como gostaria de agir?

Quanto ao velho e cansado Dorean, ouvi dizer que o circo onde ele trabalhava pegou fogo e, assim como os demais colegas, foi obrigado a sair correndo caso quisesse sobreviver. Depois disso, nunca mais foi visto. Pelo menos não dentro das antigas e empoeiradas tendas de lona.


(E só para os que ficaram curiosos com relação ao nome do nosso amigo elefante, Dorean vem de doréan, palavra grega que significa “livre”).

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Direitos autorais da imagem de capa: helgidinson / 123RF Imagens

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