publicidade

O que precisamos aprender sobre ‘colocar limites’ e ‘dizer não’

Quando se fala em “limites”, é fácil associar somente à “regras a serem seguidas” (na educação infantil, por exemplo), falar “não” aos outros ou não ter determinadas condições para fazer algo (por exemplo, na frase “sinto-me muito limitada”). Porém compreender nossos limites, e os limites que damos aos outros, vai muito além disso e ajuda muito no fortalecimento da nossa autoestima.



Estabelecer limites está diretamente relacionado à autorresponsabilidade e ao senso de valor pessoal, portanto, quando você pratica um, você automaticamente está praticando os outros.

Dar limites implica em tomar a responsabilidade por si mesmo e pela sua vida nas suas mãos, o que, por um lado, impede que os outros interfiram além da conta na sua vida, mas por outro, que você deixe de ficar esperando receber dos outros o tempo todo.

É dizer não quando alguém vem lhe pedir que faça alguma coisa por ele que você não quer ou não pode fazer. Porém, também é parar de esperar que as pessoas se ofereçam ou façam coisas por você, principalmente, sem você pedir. É parar de esperar que as pessoas adivinhem seus gostos e necessidades.

Estabelecer limites pressupõe estar aberto a confrontos, conflitos e conversas difíceis, o que também impõe que você esteja aberto a livrar-se de rótulos de bom moço ou boa moça e que entenda que críticas a você e ao seu modo de ser podem acontecem.


Também implica em “segurar-se” mediante o desconforto do outro. É tornar o outro responsável pelo seu próprio crescimento.

Estabelecer limites implica em parar de fugir, parar de evitar. Implica em aguentar a cara feia dos outros para você. As caras de desaprovação, de coitadismo, as caras que fazem ao tentar fazer você se sentir culpado, egoísta ou chato.

Sentir-se implicado a ser a pessoa “boazinha”, que diz sim para tudo, que precisa manter todos alegres e satisfeitos, acaba por fazer que você se confunda e se perca de você mesmo. Assim, você começa a não se sentir “autorizado” a decidir sobre as coisas e começa a procrastinar, pedir a opinião dos outros, deixa de fazer o que lhe agrada e não se sente capaz de fazer as coisas sozinho ou tomar certas atitudes.

Colocar limites nas relações e em si mesmo de forma autoconsciente e flexível, é uma forma de exercer o amor e o respeito por si mesmo e pelo outro. É uma forma de evitar ressentimentos e a chance de uma explosão raivosa acontecer diminui consideravelmente.


Precisamos superar o desconforto e alterar nossas crenças. Eu posso gostar de uma pessoa e mesmo assim não aprovar determinado comportamento. Quando faço isso, minha forma de amar torna-se mais sincera e mais concreta.

Podemos ser compassivos e abertos e, ainda sim, responsabilizar as pessoas por seus comportamentos. A chave é separar a pessoa de seu comportamento. Falar sobre o que estão fazendo, e não quem são.

Seja aberto sobre o que pensa, o que tolera e o que não tolera. Abandone as indiretas e a linguagem defensiva. Seja claro e objetivo, porém calmo e respeitoso. 

É possível ser gentil e  firme ao mesmo tempo. Reveja suas crenças e o que acredita sobre si. Só é possível colocar limites à medida que você se conhece e se aceita.


Direitos autorais da imagem de capa: Hannah Nelson from Pexels.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.