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O que todo mundo deveria saber sobre o toque…

O QUE TODO MUNDO DEVERIA SABER SOBRE O TOQUE...

O tato é o primeiro sentido que desenvolvemos e é importantíssimo para o nosso crescimento, desenvolvimento e aprendizado, pois, por meio do toque desenvolvemos maior confiança e uma autoestima mais adequada. Além disso, o tato é o único sentido que se conserva atento no período em que o indivíduo está dormindo, funcionando como uma espécie de guarda do sono.



O tato é um dos principais modos pelos quais nós interagimos com o mundo e inicia o desenvolvimento no embrião. Nós temos uma necessidade instintiva de tocar e sermos tocados. É uma poderosa forma de comunicação entre nós,  e muito mais que isso: ele influi no desenvolvimento e expansão do cérebro mesmo depois de atingida a plena idade adulta.

Ainda bem cedo, as primeiras percepções do bebê sobre a realidade externa se dão através da pele. É por meio das sensações de frio, calor, aconchego, conforto, dor, etc., que o bebê atribui valor negativo ou positivo às experiências. Como o corpo é totalmente recoberto pela pele, consequentemente, entramos em contato com o meio externo através dela: a pele é, assim, uma das principais mediadoras entre o “ser” e o mundo.

O QUE TODO MUNDO DEVERIA SABER SOBRE O TOQUE...


O toque é uma das nossas necessidades mais básicas, por isso ocorre em todas as culturas e também, entre muitos animais. Ele pode ser usado como método de comunicação e aprendizado, além de proporcionar conforto e aumento da autoestima, pois ele é necessário para o crescimento e desenvolvimento. As partes do corpo mais sensíveis ao toque são as mãos, os dedos dos pés, o rosto, lábios, língua e região genital, tanto masculina quanto feminina.

O toque pode se dar de diversas maneiras: o abraço é uma forma especial de toque, que contribui fundamentalmente para a cura, a saúde, a autoestima e a troca de energia. Estudos mostram que os abraços têm o poder de reduzir os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, além de diminuir o risco de doenças cardíacas. Um abraço também é capaz de fortalecer o sistema imunológico. A leve pressão no esterno e a descarga emocional estimulam a glândula timo. Esta glândula regula e equilibra a produção de glóbulos brancos, contribuindo para a manutenção de altos níveis de imunidade. Os abraços ainda diminuem os níveis de cortisol, conhecido como o hormônio do estresse. Altos níveis deste hormônio podem prejudicar a saúde, por isso esta queda na produção dele é importante.

Dar ou receber um abraço é a forma mais simples de fazer o corpo liberar ocitocina, conhecida como o hormônio do amor e da felicidade. Ela aumenta os sentimentos de apego, conexão, confiança e intimidade e ajuda a curar a solidão, o isolamento e até a raiva. O abraço é processado pelo sistema nervoso como uma recompensa, e por isso tem um impacto importante na mente humana, fazendo com que tenhamos uma sensação de felicidade e alegria. Não importa se estamos abraçando ou sendo abraçados, a simples conexão física com o outro já nos torna mais felizes, mais confortados.

Estudos comprovam que pessoas que foram mais abraçadas na infância demonstram menos sintomas de estresse na vida adulta. A afeição física também ajuda a atenuar nossas reações a situações estressantes e contribui para reduzir a ansiedade.


Outro benefício é o fato de que abraçar alguém relaxa os músculos, ajudando a liberar e diminuir a tensão no corpo, deixando-nos mais calmos e relaxados.

O toque carinhoso de um abraço ajuda a criar uma sensação de segurança, já que nos sentimos totalmente protegidos quando abraçamos alguém que amamos. Além disso, cientistas encontraram também evidências, que os abraços ajudam a reduzir nossas preocupações e medos existenciais. Estudos também mostram que as sensações táteis dos abraços protetores que recebemos de nossos familiares na infância se mantêm no sistema nervoso quando nos tornamos adultos, e ajudam a aumentar nossos sentimentos de confiança, autoestima e amor próprio.

Outro toque poderoso é a massagem. A massagem aumenta os níveis de serotonina, dopamina, encefalinas e endorfinas no corpo e com isso, reduz a irritabilidade, modula o ciclo sono/vigília, regula o humor, aumenta a autoestima, diminui processos dolorosos, reduz a ansiedade, combate a depressão, pois promove a sensação de bem estar, combate o estresse, estimula a circulação sanguínea e linfática, reduz a tensão e dor muscular, elimina toxinas e resíduos metabólicos, bem como, mantém em equilíbrio o sistema imunológico do corpo, responsável por nossa defesa contra doenças.

Durante uma sessão de massagem, o cortisol, hormônio liberado pelo organismo quando ficamos estressados, sofre uma redução considerável, o que ajuda muito a combater o estresse da vida moderna. Também durante a massagem, há elevação da ocitocina, hormônio associado ao contentamento e à confiança.


Já que estamos falando em massagem e toque, lembrei-me de uma curiosidade. Quando nos machucamos, batemos, sentimos dor em algum lugar nós temos o impulso de massagear o local. Mas isso tem fundamento? Segundo a Neurocientista Suzana Herculano-Houzel, tem fundamento sim. A dor está sujeita a vários tipos de controle, dentre os quais o toque na mesma parte do corpo machucada. A ativação de fibras nervosas pelo toque inibe os sinais levados pelas fibras que sinalizam a dor, e talvez ajude a nos fazer proteger fisicamente, com a própria mão, a parte machucada do corpo, reduzindo o sinal da dor na medula, diminuindo a sensação de dor naquele local.

Os benefícios das massagens terapêuticas não são exclusividade apenas de adultos. A shantalla é uma massagem específica para bebês, de origem indiana e derivada da massagem ayurvédica. Não há referência de data, mas essa massagem milenar foi criada em Kerala no sul da Índia e descoberta pelo Dr. Frédérick Leboyer em uma viagem àquele país.

Shantalla é uma massagem sensorial. Os seus movimentos acalmam, garantem um bom sono, aproxima mãe e filho, faz com que as crianças cresçam muito mais seguras de si, contribui com o aumento da oxigenação dos tecidos, favorecendo na respiração, no tratamento das cólicas e prisão de ventre e no humor do bebê.

A shantalla estimula ainda a resistência imunológica, reduz o estresse, auxilia no desenvolvimento motor, favorece o ganho de peso, crescimento físico e o autoconhecimento corporal do bebê: na prática significa que o bebê terá um autoconhecimento do seu corpo. A massagem influencia no seu comportamento e supre suas necessidades emocionais. Na vida adulta ele terá mais facilidade em se relacionar com as pessoas, será mais amigável e amável.


DEIXE AS PORTAS ABERTAS

Depois de todas essas reflexões vamos colocar em prática? Vamos abraçar muito! Vamos pegar um creme cheiroso e massagear nosso corpo, mentalizando cenas coloridas e prazerosas.

O importante é colocarmos em prática todas as ferramentas aprendidas sempre. Tornar um hábito estimular os sentidos para nossa saúde cerebral.

Assim a vida fica mais leve, mais colorida, mais vibrante.


Grande e carinhoso abraço, cheio de ocitocina!

Isabel

Nunca deixe um pensamento te dominar!

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