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O real significado de ser chic é ser autêntico e verdadeiro!

O real significado de ser chic 2

O tempo urge e reinventar é preciso. A maturidade chega quando percebemos que não há tempo a perder e é preciso ser mais do que ter.



Tudo é relativo. O que tem valor para um pode ser sem valor para o outro.

Demanda tempo para se conhecer alguém a fundo e principalmente para nos conhecer. Sempre existirão os dois lados da moeda.

Desde a mais tenra idade aprendemos a sonhar. Quem nunca na vida se deparou com alguém inspirador? Com seu exemplo de vida, seja pela profissão desempenhada, em que vem embutida a missão de ajudar o próximo, trazendo alívio à sua dor, como o médico da família, ou alguém moderno, à frente do seu tempo, que atrai o olhar de admiração pelo seu desprendimento dos modelos tradicionais.


A mulher que conquistou um lugar de destaque profissionalmente, numa época em que todas as outras casam para cuidar do marido e dos filhos; com alguém humilde, que conseguiu se formar, apesar de todas as dificuldades e se tornou bem-sucedido por mérito e esforço próprios.

Alguém sempre elegante, que sabe se posicionar, bem como argumentar sobre todo e qualquer assunto da atualidade. São estereótipos capazes de nos chamar atenção a ponto de nos espelharmos para sermos iguais e parecidos.

Funcionam como um exemplo a ser seguido e que não deixa de ter a sua devida importância por nos fazer crescer a ponto de formar nossos ideais sólidos, como ter uma profissão digna, ser alguém do bem, que faça a diferença com sua seriedade, honestidade, solidariedade e empoderamento.

De ser confiante, seguro, dono de si, com capacidade de enfrentar e vencer toda e qualquer barreira.


Essências que nos fazem sonhar, bem como nos motivam a correr atrás, tirando-nos do comodismo da normalidade.

Nos fazem bem e nos sentimos realizados a cada conquista.

É gratificante olharmos no espelho e nos vermos exatamente iguais ao que sempre almejamos.

Não existe preço para se sentir pleno. Sacia a nossa fome e não temos do que nos arrepender.


Bem diferente do querer construído pelo marketing das mídias digitais e dos meios de comunicação, que tem como objetivo final o consumo de bens e produtos.

Vê-se uma figura de encher os olhos, passando uma imagem de poder e beleza. São tantos os aplicativos de melhoramento, tanta luz envolvida que acaba ficando bem diferente do que realmente é.

Tudo pronto para vender a falsa imagem.

Quem nunca se decepcionou com uma peça de roupa deslumbrante em foto e que, ao vivo, as cores se mostravam bem diferentes?


Ou com uma pessoa simpática nas mídias, mas que se mostra chata na vida real?

Ou com uma pessoa altiva e empoderada nas mídias e totalmente apagada ao vivo e em cores?

Com a maquiagem que faz milagres e que é exatamente igual às outras.

Com o carro dos sonhos e que, ao consegui-lo, a sensação de superpoder se quebra ao perceber que temos a mesma sensação do anterior, mantendo a mesma finalidade de levar aonde se quer.


A roupa bonita e nova, usada poucas vezes para não estragar, que acaba perdendo a graça por ficar obsoleta em virtude das novas tendências da moda que vão surgindo.

Estamos vivendo realmente na era das superficialidades, que não sacia e que não tem valor algum, a não ser o de consumo.

Descobrimos isso ao perceber que, ao comprar roupas novas, ao fazer as unhas no salão ou dando um jeito no cabelo, na intenção de ficarmos mais bonitas para o ser amado, e que não vemos nada de diferente em sua reação, muito menos um brilho diferente no seu olhar, pois eles não gostam da parte externa, e sim do que aflora de dentro.

Pode ter certeza de que, quando você estiver sorrindo mais, ele reparará em você.


Quando você estiver se sentindo plena, ele dirá: “Tem algo diferente em você. Seu semblante está mais bonito”.

Quando você o surpreende com algo de que ele gosta, como servir-lhe um café depois do almoço. Levá-lo a um lugar sem muita frescura. Atitudes de cuidado, atenção e carinho valem mais que a preocupação com a beleza, que por si só não se sustenta.

Cheguei à conclusão de que somos influenciados a todo o tempo, seja pelos influenciadores digitais ou pelo que a vida nos apresenta.

Temos a necessidade de experimentar tudo e, com o tempo, sofremos os efeitos e as consequências de cada escolha que fazemos.


Daí paramos de arriscar, pois já não temos mais tempo a perder com experiências frustradas e o que queremos mesmo é viver intensamente com o que realmente importa.

Podemos até ter o carro do ano, a casa dos sonhos, os talheres finos, o cabelo maravilhoso, a pele bem cuidada, roupas lindas, mas isso tudo, sem o brilho no olhar, sem o sorriso nos lábios, sem o entusiasmo e a paz na alma em nada acrescenta.

Ser chic para mim é ser independente, ser segura, desprendida de preconceitos, é se amar, é se cuidar. É poder se agradar sempre que puder, pois sei que nada será capaz de agradar ao outro, por mais chic que seja.

Seja chic! Uma pessoa chic é uma pessoa sem frescuras, autêntica e verdadeira, e verá que a beleza da simplicidade é muito mais elegante.


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