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O romantismo não morreu, só mudou de roupa

o romantismo não morreu

Será mesmo que o romantismo acabou? Será que o último romântico – como eu já ouvi por aí – foi de fato atropelado pela modernidade e pela praticidade das mensagens de texto? De acordo como a minha opinião, NÃO! E vou adiante: diferente do que aconteceu com a permissão para fumar em locais fechados, a atitude romântica – aquela que causa palpitações no coração e brilho nos olhos – nunca irá morrer! E se a Terceira Guerra Mundial acabar com a raça humana, sei que as baratas, os marcianos e o Will Smith (sim, ele é a lenda!) farão o nobre favor de não deixar o romantismo ser extinto.



O romantismo não é como o tererê que, antes mesmo do término de um verão qualquer, saiu do seu cabelo. E da moda.

O romantismo não é passageiro como a gargantilha de tatuagem tribal que um dia você pagou para usar, mas que hoje, nem por R$ 50,00, você colocaria em seu pescoço.

O romantismo não é efêmero – ou bizarro – como aquele anel que você usou, achando que estava abalando, no dedo vizinho ao seu dedão do pé.


O romantismo, para a alegria dos que, como eu, o veem como um pause para as guerras e um play para o amor, felizmente, só mudou de traje e parou de ser expressado por homens de bigode fininho.

O romantismo, que antes saía por aí trajando papel de carta, hoje, certamente, tem preferido as vestes feitas de pixel e as superfícies nas quais o perfume não fica. Mas ele continua com as mesmas intenções, acredite.

E dizer – como eu já disse, assumo – que um e-mail tem valor menor e que é menos romântico do que uma carta, sem dúvida, seria tão absurdo quanto falar que este texto, apenas por estar dentro de um blog, vale menos do os textos que coloquei nas páginas do meu livro.

Se os Rolling Stones, ao invés do Maracanã, optassem por tocar no churrasco do Marcão: fariam um rock sem valor? Claro que não! Precisamos parar de dar tanto importância ao palco e começar a valorizar os conteúdos que tocam nele. Sacaram?


A música acabou quando o fita cassete morreu? A literatura falecerá caso os livros físicos saiam de cena? A vontade de dançar findou quando a Macarena, finalmente, parou de tocar, todos os dias, em todos os espaços públicos? Claro que não! O mesmo acontece – e sempre acontecerá! – com o romantismo, que independente da plataforma utilizada para expressá-lo, permanecerá firme e forte. E derretendo moças como o verão derrete as minhas bolas; de sorvete, claro.

A rosa de verdade, aquela que não costuma durar mais do que uma semana, provavelmente, será substituída por uma rosa holográfica, à bateria e imortal, e que certamente será entregue por um robô. Ou por um drone, vai saber. E mesmo que você torça o nariz e diga que flor sem cheiro não é flor, não seria justo dizer que amor só é amor se vier junto com espinhos que realmente furam. E por mais futurista que seja a intenção, se ela for verdadeira, não há argumento capaz de desmerecê-la. Uma declaração de amor sincera, enviada por SMS – ou pelo WhatsApp -, é sim um inegável ato romântico!

Os meios mudarão, mas, acredite em mim, nos manteremos fieis ao mesmo e exato fim que Romeu desejava – e conseguia atingir -, quando escrevia as cartas à Julieta. E se Shakespeare tivesse nascido em 1980, hoje, certamente, Romeo estaria mandando e-mails e não pensaria duas vezes antes de comprar flores em uma vending machine.

Há quem condicione o romantismo a coisas específicas e populares em uma época que já passou, mas, para mim, o romantismo é qualquer manifestação que nasce de um desejo incontrolável de expressar sentimentos capazes de tocar o coração de alguém. E, como um pretinho básico, sei que ele permanecerá sempre em alta e que poderá ser usado, por qualquer um e em qualquer século, sem chance de erro.


Obs: marque um romântico (a) e me ajude a provar, aos pessimistas e às araras-azuis, que o mundo ainda está cheio deles.

 

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Escrito por Ricardo Coiro – Via CATWALK


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