O seu corpo é um templo: um refúgio de paz!



Se você soubesse que o seu corpo é, na verdade, um “espaço” sagrado, um verdadeiro templo, a forma como você o trata mudaria?

Provavelmente, sim.

O que eu quero com essa pergunta é provocar algum tipo de reflexão, ainda que mínima, sobre a forma como você está se tratando ultimamente. Acredita que está fazendo o melhor por você? Vale lembrar que o seu corpo é o espaço em que a sua consciência habita e que, portanto, é um dos principais, se não o principal meio através do qual você pode aproveitar essa maravilhosa experiência chamada vida.

Esteticamente falando, sabemos que existem padrões, um status quo, determinando o que é o “belo” e o que é o “feio”, e que nos impregna de tal forma, sejam nas redes sociais, na mídia, ou nos outdoors, com imagens retocadas em programas de edição, que passamos a não nos amarmos e aceitarmos da maneira como somos – e isso se estende para além das questões estéticas.

Acreditamos naquilo que não é real por estarmos diariamente expostos a ele; ainda que racionalmente você tenha consciência de há um padrão de beleza e perfeição imposto, emocionalmente ficamos vulneráveis às críticas sutis ouvidas no dia a dia, aos “likes” não recebidos em uma foto ou vídeo. Sim, somos seres emocionalmente manipuláveis, na medida em que nos expomos a esses estímulos de maneira não crítica.

É importante que você se cerque de coisas boas, pois só você pode fazer o melhor por si mesmo; ame-se da forma como você se apresenta hoje.

A única forma de progredir é a partir do sentimento de amor e autocuidado; é impossível provocar uma melhoria, se você alimenta sentimentos de inferioridade e ódio por si próprio! 

Fazer o melhor por você mesmo não significa tornar-se perfeito, muito menos atingir certos padrões. Significa apenas uma aspiração por sentir-se em paz, buscar o seu bem-estar no dia a dia e manter-se equilibrado em seu centro: isso, consequentemente, vai inspirar aqueles que estão redor.

Quando você brilha, autoriza aos demais a também fazerem isso!

O seu “centro” é aquela parte que não pode ser localizada em nenhuma estrutura cerebral específica, mas no qual estão contidos os seus valores primordiais e que devem ser sua bússola interna, indicando o seu caminho. O caminho para o melhor que você possa se tornar, o caminho para si mesmo.



Para além da saúde física, boa forma, academias e cirurgias estéticas, as maquiagens, os cremes caros, as dietas restritas… quando eu me refiro ao corpo como um templo, quero dizer que devemos ficar também atentos aos sinais que este nos dá quando algo não vai bem em nossa mente.

Um emprego ruim, um relacionamento tóxico, amizades que não agregam valor e que não permitem que você agregue, e a falta de cuidado com a própria saúde, podem ser altamente prejudiciais, no sentido de que nos despertam angústias, medos, frustrações. Não que você possa evitá-los durante toda a vida – afinal, você também não teria a oportunidade de moldar o seu caráter sem as dificuldades – mas esses sentimentos só nos são úteis em pequenas doses; sabemos que há exposições excessivas e que em nada nos beneficiam.

Busque aquilo que o faça vibrar, que o faça ficar em paz, que lhe dê um pouco mais de vida a cada dia, que o traga mais amor.

Com roupa ou sem roupa, de maquiagem ou sem, com mais ou menos quilos, com mais ou menos idade, dessa ou daquela cor, desse ou daquele gênero, com muito ou pouco dinheiro… faça do seu corpo um templo, o seu refúgio de paz!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF / studiograndouest






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