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“O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”, como bem lembrou Vinícius de Moraes

A rotina só é valorizada, quando interrompida por momentos inesperados e nem sempre positivos.


Na vida terrena, nenhum dos seres humanos está isento de momentos de sofrimento, infelicidade, angústia e de outros sentimentos negativos enfim. Em muitas das vezes, também, muitos não valorizam a preciosidade da rotina diária. Um dia, até esta há de findar. Um dia, até a rotina que apresenta os seus encantos dissipar-se-á.

Normalmente, durante a vivência da rotina, questões mais sérias não são vividas e se há momentos difíceis que se tornaram rotina estes se transformam em algo mais leve com o passar dos dias, pois ela permite um processo de adaptação, assim como, quando o corpo físico humano perde um dos seus membros, ele passa a se adaptar às situações, muitas vezes tornando-se ainda mais forte.

A maior parte dos seres humanos, quando colocados diante de situações penosas, gera um estado de defesa para se proteger daquele momento.

Ainda sobre a rotina, ela somente é valorizada, quando interrompida por momentos inesperados e nem sempre positivos.


Ela passa a pertencer ao mundo das lembranças, quando algo desanda da normalidade e o desandar poderá ser representado por alguma forma de sofrimento, seja ele pessoal ou que recaia sobre terceiros, inclusive se esse terceiro for alguém a quem amamos. O sofrimento gera consequências, ações, reações e omissões, quando se evita a prática de algum ato, para obstaculizar que tal sentimento seja potencializado.

Assim, o momento de sofrimento segue a sua jornada. Ele poderá ser reconhecido como parte da cruz que deverá ser carregada, durante a jornada terrestre, contudo, o sofrimento é um momento, ou seja, temporário. Ele, também, normal e provavelmente, reside entre duas felicidades, como bem lembrou o poeta e compositor brasileiro, Vinícius de Moraes.

Dessa forma, como o sofrimento poderá ser a sequência de uma grande alegria e a antecipação de outra grande felicidade.

Enquanto estivermos na embarcação da infelicidade, deveremos ter discernimento suficiente, para enxergar os bons momentos vivenciados no passado e ter a visão da alegria que, esperançosamente, nos aguarda em algum momento do futuro, futuro este que, num dia, tornar-se-á presente.


Dessa forma agindo, teremos força durante a fraqueza. Além do mais, os obstáculos impostos nesta vida apresentam o lado positivamente proveitoso, pois eles tornarão os humanos, mais fortes e resistentes diante das adversidades e, portanto, poderão ter a capacidade de conquista dos maiores e quase que inatingíveis desafios.

Viver o sofrimento, visualizar os bons momentos passados pelo retrovisor e enxergar o futuro com esperanças, é viver de forma que as nossas almas possam estar preparadas para a valorização da alegria e dos bons dons concedidos pelo Altíssimo.

Assim, viva o sofrimento, entregue-o a Deus, mas não se esqueça de que ele (o sofrimento), chega depois de uma alegria e antes de outra provavelmente ainda maior!





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