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O sucesso de um relacionamento depende do respeito, da confiança e da reciprocidade afetuosa

Relacionamentos e reciprocidade: estamos construindo pontes ou muros?

É fato que cada um “ama à sua maneira”. Não existe uma única forma de expressar amor, mas se você deseja verdadeiramente amar, com todo seu ser, faz-se necessário doar-se inteiramente.


Observo que, na vida a dois, o casal precisa estabelecer uma sintonia legal, de modo que reconheçam quando é tempo de “derrubar muros e quando é tempo de construir pontes.”

Não basta apenas que “o outro” se esforce para a relação dar certo. Ambos precisam se esforçar igualmente, buscando entender e acolher o que o outro sente, o que outro reconhece como “linguagem do amor”.  O sucesso de um relacionamento afetivo depende do respeito, da harmonia, da confiança, da reciprocidade afetuosa.

Qual é o canal pelo qual você transmite o seu amor?

Caro leitor, peço permissão para falar de algumas linguagens de amor, iniciando com algumas perguntas.


Por meio de qual canal você transmite amor ao outro? Como o outro sabe que é amado por você? De que forma você demonstra o seu amor por ele (a)?

Algumas pessoas dirão: “Que bobagem é essa! Estamos casados há mais de 20, 30, anos, é óbvio que “ela (e)” sabe que o (a) amo! Eu não preciso falar.”

Será mesmo que você não precisa falar?  Será mesmo que você não precisa demonstrar? O que ela (e) identifica como amor? E se o ser amado, por exemplo, gosta de ser acarinhado também por palavras? O toque físico, talvez, seja a sua linguagem de amor, mas não a dele”.


Para algumas pessoas, o amor precisa ser manifestado por palavras, elas carecem de declarações que comprovem esse amor.

É muito comum, presenciarmos casais reclamando um do outro, os relatos são mais ou menos assim:

“Ela reclama que eu não a amo, isso não é verdade. Eu não preciso ficar abraçando e beijando, sempre fui fiel, não sei mais o que fazer para que ela acredite no meu amor…”

Quem sabe, você seja um homem no estilo “durão”, que não gosta de abraços e beijos, quem sabe, por ter aprendido assim.

Contudo, entenda, para um número grande de pessoas, de mulheres, principalmente, o toque físico. Beijar e abraçar simbolizam o amor que alguém sente por elas. Se esse elemento está ausente na relação, podem acreditar que esse o amor é uma mentira ou que não é amor.

Vamos ver outro exemplo:

“Ele é um insensível, no dia do meu aniversário, nem uma flor eu ganhei”. Para outras tantas pessoas ganhar um presente” trata-se de uma expressão fiel do amor.

Centenas de conflitos, ocorrem na vida de milhares de casais, porque um não entende a linguagem do amor do outro. É como se o casal falasse línguas diferentes. Um fala o português; o outro, alemão.  O conselheiro amoroso, Chapman, nos chama atenção sobre essas linguagens do amor, não identificadas na vida dos casais.

Se não cuidarmos, a rotina suga nossa capacidade de observar pequenos detalhes, de melhorar pequenas ações de grande impacto na vida conjugal.

Muitos casais se acomodam em seus relacionamentos, não reconhecem ou fingem não saber dessas necessidades de comunicação e identificação do amor.

As pessoas são únicas, isso sabemos. Porém, esquecemos!

Para os homens, em sua grande maioria, a linguagem do amor, pode estar associada a momentos mais íntimos, ter sua amada nos braços, e isso para eles pode ser o que mais importa. Entretanto, muitas mulheres sentem a falta de mais delicadeza, de demonstrações do amor de uma forma mais romântica.

As mulheres se alegram, sorriem de orelha a orelha, quando escutam elogios dos seus namorados, dos seus maridos, como se escutassem uma linda melodia!

“Querida, como você está linda hoje!” “Gosto tanto do cheiro dos seus cabelos!”

Quantos de vocês, caros leitores, se identificam com uma dessas linguagens, ou quem sabe, com todas?

Ao ganhar um presente do seu namorado (a), para você, é como se ele (a) dissesse: “Olha, como eu te amo, eu me lembrei de você…”. Ao ser surpreendida (o) com um jantar à luz de velas, significa que o amor é realmente verdadeiro e intenso.

Experimento do amor

Algumas pessoas, por inúmeras razões, são resistentes a uma conduta harmônica que beneficie a relação e reproduzem discursos do tipo:  “Quanta besteira! Isso não faz sentido, está tudo certo assim…” e surgem os relatos de negação.

Casais mestres e Casais desastres

“Quando ele me conheceu, eu já era assim, não casou enganado (a)”.

Um casal de psicólogos, os Gottmans, levaram 130 casais para seu laboratório de amor, onde eles teriam que fazer atividades rotineiras, como preparar refeições outras atividades domésticas. Os casais que aceitaram fazer esse experimento foram avaliados por cientistas sociais. Ao final das avaliações, foram classificados em dois grupos: Mestres e Desastres.

Pelos nomes vocês já podem imaginar! Após 6 anos, os mesmos casais foram chamados novamente. Adivinhem o que se constatou?.

Os casais do grupo “Mestres” permaneciam numa união feliz, enquanto os casais do grupo de “Desastres” se separaram ou estavam juntos, porém numa relação infeliz.

De acordo com os Gottmans, os dois elementos que fazem um relacionamento durar até o fim são: generosidade e bondade. Citam que gestos simples de amorosidade ou agressividade afetam a qualidade do relacionamento e comprometem o futuro. Um exemplo de bondade é quando um cônjuge lhe faz uma pergunta e você responde com paciência, com amor.

Os “casais desastres” ficam irritados com a pergunta e respondem de forma grosseira.

O amor é conexão e evolução

Na verdade, se quisermos evoluir na relação, precisamos estar preparados para sair da zona de conforto e fazer por merecer o amor do outro.

Se você é uma pessoa que prioriza seu desenvolvimento pessoal, antes de tudo, certamente busca maturidade emocional. Assim sendo, saberá conduzir a sua vida afetiva, saberá reconhecer quando as mudanças são bem-vindas e necessárias. Cada ano, que passa surpreenderá seu amado (a) esforçando-se para levar amorosidade à vida a dois e, como consequência, terá um relacionamento harmônico, saudável e de sucesso.

A tão famosa frase “O amor é lindo”, para mim, atualmente, só faz sentido, quando juntos o casal cria sua própria conexão.

Em nome do amor, eles se permitem crescer, deixam de viver no mundo de egocentrismo. Ajudam-se mutuamente, um protege o outro, a alegria de um é alegria do outro.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123RF/Osons





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