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O tempo e a partícula de higgs

Inspirada por um comentário do escritor Paulo Coelho, e por partilhar da mesma teoria, resolvi escrever sobre a percepção de “tempo”.



Assim como ele, também acredito que o tempo pode ser uma via paralela onde caminham juntos presente, passado e futuro. A física quântica aposta nessa teoria. O que por exemplo, chamam de premonição – uma sensação que quase todos nós já experimentamos alguma vez na vida – para mim, é quando a nossa mente dá um pulinho no futuro e volta rápido sem se dar conta disso.

Outro exemplo que muitas pessoas já devem também ter sentido: eu morei nove anos em Petrópolis e embora eu saiba que foi uma época muito marcante pra mim, quando ouço alguma música daquele tempo tenho a nítida impressão de que “aquele tempo”, aquelas músicas, aquela casa e tudo o mais que me remete à ela, ainda existe, pulsa, que está tudo acontecendo lá neste exato momento. Que é simultâneo, ainda que eu apenas não possa voltar para lá; está somente numa dimensão paralela e hermética na qual eu não consigo intervir.

Esta sensação é muito forte, é quase uma certeza, embora eu não saiba explicar por que sinto isso.


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O físico brasileiro, Marcelo Gleiser, diz que pelas leis da física quântica, seria impossível voltar ao passado. Mas que é possível que ele coexista paralelamente com o nosso presente e o nosso futuro.

Já quanto ao futuro, ele e outros físicos dizem ser possível que um dia se possa ir até lá e voltar.

Eu gosto muito de acompanhar as notícias do que está sendo feito no laboratório do acelerador de partículas, CERN, na Suíça, que foi construído com a finalidade de recriar as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang, colidindo partículas de prótons à velocidade da luz e confesso que fiquei perplexa com a declaração de dois cientistas que lá trabalham, quando indagados sobre os insucessos sucessivos do LHC – Large Hadron Collidor. Os físicos Holger B. Nielsen e Masao Ninomiya, sugeriram que o “bóson Higgs”, uma partícula hipotética que os físicos esperam ser capazes de reproduzir com a ajuda do LHC, pode ser tão repulsiva para a natureza que sua criação produziria uma distorção temporal e impediria que o acelerador a criasse, mais ou menos como um viajante do tempo que retornasse ao passado para assassinar seu bisavô.


Resumindo, que o acelerador de partículas talvez esteja sendo sabotado pelo seu próprio futuro.

E eles não estão falando de outras teorias conhecidas, como as dimensões de espaço- tempo – a qual me refiro aqui – nem mesmo sendo inescrupulosos, tecendo qualquer comentário sobre a mais apocalíptica delas: a teoria dos “buracos negros” que engoliriam a Terra. Não. Os dois cientistas apresentaram esta tese em uma série de estudos com os títulos: “Teste sobre o Efeito do Futuro sobre o LHC” e “Uma Proposta e Busca de Influência Futura sobre o LHC” publicados no site científico arXivao longo de quase dois anos.

Eles resolveram fazer estas indagações, por conta dos frequentes fracassos do CERN, no que se refere aos objetivos do acelerador de    partículas, cujo mais importante seria exatamente a comprovação da partícula de Higgs, que explicaria o Big Bang.

De acordo com o chamado “Modelo Padrão” da física, o bóson de Higgs é responsável por dotar as demais partículas elementares de massa. Nielsen diz ainda, que “nossa previsão deve ser a de que todas as máquinas produtoras do bóson de Higgs terão má sorte. Ele declara também, “que seria quase possível dizer que temos um modelo para “Deus” e eles acreditam que Ele odeia as partículas de Higgs, e assim tenta evitá-las causando todos os fracassos que têm ocorrido com o acelerador”. Que se refere aos objetivos do acelerador de partículas, cujo mais importante seria exatamente a comprovação da partícula de Higgs, que explicaria o Big Bang.


De acordo com o chamado “Modelo Padrão” da física, o bóson de Higgs é responsável por dotar as demais partículas elementares de massa. Nielsen diz ainda, que “nossa previsão deve ser a de que todas as máquinas produtoras do bóson de Higgs terão má sorte. Ele declara também, “que seria quase possível dizer que temos um modelo para “Deus” e eles acreditam que Ele odeia as partículas de Higgs, e assim tenta evitá-las causando todos os fracassos que têm ocorrido com o acelerador”.

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Nielsen é um dos criadores da mecânica quântica e muito respeitado no meio científico, a ponto de um de seus colegas ter dito: “todos concordamos em que sua teoria é uma loucura. O que nos divide é determinar se é louca o bastante para estar correta. Em suma, parece que Deus não quer ser desvendado ou descoberto.

Estaria então a “Partícula de Deus” fazendo uma “Intervenção Divina”, evitando algo que talvez fosse contra suas próprias leis da “Criação”.


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