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O tempo não cura todas as feridas, mas te ensinar como sobreviver

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Lembro-me do ensino médio como a maioria dos adultos. Seja por conta de todos os impulsos hormonais, angústia, o ensino médio normalmente não é algo que olhamos para trás e pensamos: “Cara, se eu pudesse fazer tudo aquilo novamente.”



Agora, é claro, eu sei que não falo para todos. Há aquelas pessoas que realmente amaram seus anos de adolescência. Talvez eu ainda não tenha idade suficiente para recordar com uma nostalgia agridoce. Talvez isso aconteça um dia.

Mas, honestamente? Eu duvido.

Para mim, o ensino médio representará sempre a minha maior perda até agora. Ensino médio será sempre um borrão de minha mãe lutando contra sua dor. Sempre vai lembrar de mim com a minha cabeça para baixo nos corredores para que ninguém se aproximasse sem convite.


Ensino médio sempre me lembrará da morte de meu pai.

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Mas não é sobre isso. Eu aprendi a sobreviver e (graças a Deus) é muito mais suave do que era quando eu era adolescente.

Porém, o trauma não desapareceu completamente.


A dor não sumiu simplesmente porque fiquei mais velha. O tempo não cura todas as minhas feridas, como todos prometeram. Como todos os professores e pais de crianças que eu mal conhecia me asseguraram, esfregando meu ombro.

Quando você diz a alguém que o tempo vai curar a sua pior dor, você não está sendo tão útil quanto pensa. E acredite em mim, eu sei que a intenção é bom. Querer confortar e consolar alguém é bonito. Eu nunca quero que as pessoas percam isso; a humanidade precisa de compreensão. Precisamos estender nossas mãos e dizer: “Pegue em se precisar de mim.”

Mas o tempo não cura todas as feridas. Band-aids não curam buracos de bala. E o tempo, tão indulgente como pode ser, não age como um antídoto mágico sobre nossas feridas. Se a marca foi profunda o suficiente, vai criar cicatriz. E a cicatriz vai ficar.

Isso não quer dizer que o tempo não serve a um propósito importante. Você aprende a seguir em frente. Mas seguir em frente não é a mesma coisa que erradicar o passado. Seguir em frente é descobrir como você pode honrar a sua dor, e encontrar as partes boas da vida. Eu não tenho certeza se acredito que “o que não te mata te faz mais forte”, mas eu acho que o tempo pode nos ensinar como sobreviver. Você aprende a canalizar sua dor em algo construtivo, ou conviver com ela. Não há problema nisso. Há uma força nisso. Não se esqueça.


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Meu mantra pessoal é simples: “Sobreviver, e quando possível, prosperar.” Para mim, isso significa apenas cuidar de mim mesma. Meu sucesso vem de honrar o que eu sinto, e reconhecer quando é hora de prosperar, e quando é hora de apenas sobreviver.

Quando você já passou por uma tremenda perda ou dor, fica ansioso para superá-la. Seria mais fácil dessa maneira, não é? Pessoalmente, eu gosto de me agarrar as minhas memórias. Mesmo as não tão boas. Eu as levo comigo e reconheço a sua importância. Minha dor é tão válida quanto a minha alegria. Eu não preciso de tempo para me livrar de minhas memórias. Eu só preciso sobreviver, prosperar, e acima de tudo, viver.

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Traduzido pela equipe de O SegredoFonte: Thought Catalog

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