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O tempo traz pessoas/coisas e leva outras…

Às vezes nos relacionamentos decide-se por dar um tempo, um tempo para desintoxicar um do outro, um tempo para ver se existe saudade e enquanto tempo ela demora a ser sentida,  um tempo para mensurar o que outro de fato representa,  um tempo para ver se é hora de acabar com o tempo juntos e recomeçar outro tempo.



Enfim, o tempo é um grande risco…

Enfim, o tempo é um grande risco, e nunca será um analgésico para sarar feridas e nem curar uma relação e, se em um relacionamento a necessidade de dar um tempo é tão latente, a essência do que une os dois já deixou de existir. Amar é lindo, mas a vida real, as lutas, as diferenças, as heranças genéticas, as diferentes culturas, tudo isso faz com que o viver a dois seja algo extremamente complexo e exija muito de ambos, é necessário um ceder excessivo das duas partes para manter um equilíbrio, para garantir um saudável e prazeroso convívio há que se fazer uma tarefa árdua diariamente, mas até chegar ao ponto de alguém gritar socorro por um Tempo?

Vejo isso como uma atitude de colocar uma vírgula quando existe um medo e incerteza de se usar um  ponto final, talvez por costume talvez pela insegurança de seguir a vida sem aquela pessoa, o medo do “como será”, mas de verdade quando se levanta a bandeira vermelha do TEMPO é que o maior e mais precioso da relação já não está  mais ali. Dizem que o amor tudo suporta, é benigno, não se irrita, não é sofredor… Então não posso imaginar este sentimento pedindo um tempo.

O fato é que quando um casal pede tempo está embutido nele a distância e estes dois itens juntos são capazes de tudo.

Com o Tempo, as mais profundas feridas se cicatrizam e a distância nos faz deixar de estar perto do que nos machuca e logo isso vai caindo no esquecimento, ficando no passado.

A distância é um acelerador no tratamento das dores e junto com tempo são realmente imbatíveis.  Às vezes dando um tempo nas relações não será percebido o que estava errado, ou não saberemos se o outro faz falta, ou se queremos tentar. Na maioria das vezes, o tempo acompanhado da parceira distância abre novas possibilidades, acalma o coração, nos mostra uma vida mais leve, com menos problemas e como estamos sós.  Passamos a olhar para os lados, podemos perceber que muitas vezes somos notados, que existem outros olhos que nos olham diferente e, se começamos a nos sentir bem, e se alguém se interessa por nós ou desperta em nós algum interesse, se o estar sozinho já não é tão ruim, se a própria companhia passa ser agradável e se a liberdade  começa a nos excitar… Ahhh!


Sem dúvidas, o risco de perda nos tempos nas relações é infinitamente maior do que a possibilidade de remediar algo que já não funcionava tão bem. E se juntos um casal não sabia como manusear conflitos, não é responsabilidade do tempo fazê-lo. Provar melhorias juntos dentro da relação, perto  já é tarefa difícil imagina provar algo lá de  longe, e  depois que passa o tempo… Às vezes enquanto um pode estar usando todo tempo analisando tudo que pode fazer para tentar reconstruir a relação o outro pode não estar nem pensando nisso e estar mergulhado no tempo para si e se afogar na delícia de que é estar no seu tempo, consigo mesmo.

 O tempo é assim… leva coisas, pessoas e traz outras. Amo o tempo!

Ele é o divisor de águas mais natural que existe e às vezes é a forma menos dolorosa de as pessoas enxergarem um fim. Quem ama e quer muito algo não precisa de ajuda de nenhum tempo porque não quer perder o tempo de quem faz o melhor tempo em sua vida… Então pense bem no que significa pedir ou dar um tempo….


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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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