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“o vendedor de sonhos”: lições que aprendi com esse poderoso filme

A forma como olho ou encaro meus problemas me possibilita encontrar uma saída ou me aprisionar em mim mesmo.



Pude assistir ao filme “O vendedor de sonhos”, baseado na obra do renomado médico psiquiatra Augusto Cury, e confesso que me emocionei bastante, afinal não poderia ser diferente.

Obviamente que não vou contar a trama, mas vou dar um pequeno spoiler. Vou citar um ponto alto de que pude tirar lições valiosas para minha vida e acredito que poderá ser para sua vida também.

Quando digo ponto alto, digo quase no sentido literal, porque é utilizada a “vírgula” durante a fala das personagens para dar sentido à história. Como todos sabemos, a vírgula, segundo a norma culta, é um sinal de pontuação que marca uma pequena pausa na narrativa, vindo logo em seguida a continuidade da história.


A ideia da trama é justamente esta: mostrar que existem tantas pessoas, dos mais variados estratos da sociedade, pensando em dar cabo de suas vidas, ou seja, um “ponto final” justamente por estarem passando por inúmeras lutas. Veem na morte a única solução para seus problemas.

Quantas pessoas que fizeram escolhas malsucedidas ou são vítimas de inúmeras circunstâncias alheias à sua vontade que estão passando dia a dia ao nosso lado e nem sequer percebemos como estão e muito menos sentimos sua aflição.

Pois é, nosso mundo está assim. O ator ainda comenta: “O passado é meu algoz”, com a clara inferência de que convivemos com sombras de atitudes que passaram por nós, mas que ainda são relevantes e muitas vezes vivas ainda.


Outra questão tratada com perfeição na trama é o perdão. Como a falta de perdão nos aprisiona, seja o ato de perdoar alguém, receber perdão ou, por vezes, o mais difícil: perdoar-se. Esse, acredito ser o mais difícil de ser feito, afinal você convive com você o tempo todo. É como se a pessoa dissesse, o tempo todo, a si mesma: como pude fazer isso, como fui burro!

E, vivendo nessa prisão, milhares de vidas são ceifadas pelo desespero e pela impossibilidade de encontrar uma saída.

Nesse aspecto, o filme aborda uma questão em que eu ainda não tinha pensado, mas que faz todo sentido: “o suicida não quer se matar, ele quer acabar com sua dor,” porém “são assassinos, porque também acabam com a vida dos que ficam.”

Que situação horrível, a sociedade nunca esteve tão doente. É tão rica, porém medíocre. Muita tecnologia, porém pouca proatividade. Pessoas incapazes de decidir coisas simples e, nesse mar de confusão, vão interiorizando frustrações e somatizando dores, definhando e morrendo.

Se você está nesse ponto, olhe para a História e veja que os grandes heróis, sejam bíblicos ou não, erraram muito, passaram por muitas frustrações e angústias, mas a própria História dá testemunho de quão grande foi a vitória desses. Nesse sentido, o filósofo contemporâneo Sartre disse uma verdade: “Não importa o que a vida fez de você, importa o que você faz com o que a vida fez de você.”

Aqui está a grande jogada, o ”pulo do gato”: nossa atitude frente ao problema. Não é à toa que Jesus Cristo deixou uma palavra muito interessante registrada no livro de Mateus 6:22 e 23: “Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz. Porém, se teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em absoluta escuridão.”

A forma como olho ou encaro meus problemas me possibilita encontrar uma saída ou me aprisionar em mim mesmo, tornando-me cego, entregando-me totalmente às circunstâncias, ficando à mercê do que venha a me acontecer. Posso “ficar deitado eternamente em berço esplêndido” ou cantando “deixo a vida me levar”, afundado em lamúrias, ou posso ter atitude assertiva e mudar todo o cenário.

Creia, uma vírgula poderá fazer todo sentido; não coloque um ponto final, há muita vida pela frente e pessoas contando com você.

Eu decidi colocar uma vírgula em minha vida, agora só falta você.

Um fraterno abraço.

 

Direitos autorais da imagem de capa: cena do filme “O vendedor de sonhos”.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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