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O vício das aparências

“Nem tudo é o que parece”, diz o ditado. “As aparências iludem”…  e tantas outras expressões da sabedoria popular que nos alertam para os enganos que podemos cometer ao dar demasiada importância ao físico.

Mas a sociedade, como sempre repleta de paradoxos, repete a sabedoria simples até que o seu verdadeiro conteúdo se dissipe.



Frases como “Não julgues um livro pela capa” tornaram-se lustrosas capas de livros, meros enfeites que disfarçam conceitos vazios.

Assim acontece com tudo. Mesmo nesta era maravilhosa, em que temos acesso a todo o tipo de informação e sabedoria milenar, é fácil nos perder na ilusão de que a aparência é tudo.

Muitos acham que ver é conhecer, e têm tanta preguiça de saber o conteúdo de uma pessoa como de ler um livro. 

Há coisas que não precisam ser analisadas, apenas apreciadas: como paisagens ou momentos em que a beleza é o conteúdo.

Mas há outras que precisam ser exploradas, compreendidas, expandidas. E falo sobretudo do Eu.


Não há nada de errado no autoconhecimento. Existe apenas o elemento deturpador chamado Ego.

O Ego adora a competição. Veste o simples de difícil e faz da sua missão agradar o outro, ao mesmo tempo querendo achar-se superior. Isto é impossível. Ninguém é superior a ninguém, e não adianta ser escravo das opiniões, porque nunca poderemos agradar alguém o tempo todo.


Há pessoas que, ao que parece, são “favorecidas” pela sua beleza física. Belas mulheres que fazem da sua aparência o seu trunfo, porque tudo lhes é facilmente providenciado.

Mulheres que não se acham tão belas, que negligenciam a sua aparência, são automaticamente desfavorecidas, porque “não se cuidam”.

Qual a diferença entre estas duas mulheres? A opinião pré-concebida que a sociedade tem delas.

O que muda a experiência individual é a nossa percepção de nós mesmos, porque a opinião dos outros não mudará.

Os preconceitos continuarão a existir, muda apenas a nossa maneira de encará-los. Assim, quando se olhar no espelho, certifique-se de que o que vê é o reflexo da sua beleza interior, e não uma amálgama da opinião coletiva.

Apenas a essência tem importância, é o seu Ser que irradia a luz única que nenhum aparato físico pode conceber.

É a sua essência amorosa que espalha as boas energias que você quer viver. Todo o resto é um resultado disso.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 309391

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