O voo atrasou? não se estresse, a esquadrilha da risada ajuda o tempo passar voando

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Há alguns anos, o Brasil vive um momento econômico único, com o aumento de renda e poder de compra da população, que passou a ter acesso a produtos e serviços que antes estavam fora das suas possibilidades. Celular, computador, carro novo e viagens aéreas são alguns desses objetivos que hoje fazem parte da vida de uma grande parcela dos brasileiros. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam um aumento de 12% no número de passageiros nos aeroportos de todo o Brasil entre janeiro de 2011 e 2012.



Esse crescimento contínuo resulta no excesso de pessoas nos terminais de embarque e desembarque, e no surgimento de uma nova categoria de passageiros: os que estão viajando pela primeira vez. Para eles, tudo é novidade e muitas vezes, o medo de voar se manifesta somente quando o check-in já foi realizado. Estudos indicam que cerca de 40% das pessoas tem medo de voar, sofrendo de ansiedade intensa e mal-estar. Pensando neste público, o ex-recreador Mauro Pires Neto criou, em 2007, em meio ao caos aéreo, a trupe de palhaços Esquadrilha da Risada, que, inspirada pelos trabalhos realizados nos hospitais, busca tranquilizar e divertir os usuários de aeroportos, durante o tempo de espera.

“Estudando o palhaço há alguns anos, e baseado nas teorias que indicam que o riso ajuda a melhorar a qualidade de vida, enxerguei a possibilidade de fazer com que o tempo de espera nos aeroportos parecesse mais curto e agradável”, afirma Mauro Pires Neto. “Nosso objetivo é levar cultura e entretenimento a um ambiente onde os usuários não tem opção nenhuma, a não ser esperar”, completa.

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Além de Mauro Pires Neto, que se tornou o Piloto Catarino, a primeira trupe de palhaços de aeroportos do mundo também conta com Adê Teixeira, o piloto Romão, e Ti Abad, o piloto Acerola, que sob o lema Rindo o tempo passa voando, realiza suas intervenções artísticas no Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos.

Considerando que a risada prolongada provoca o aparecimento de uma corrente de endorfinas, o que imediatamente traz ao organismo um estado de libertação das tensões, um sentimento de tranquilidade orgânica, psíquica e emocional, os artistas levam ao aeroporto a arte do palhaço e entretenimento de qualidade, utilizando esquetes,gags, cascatas e muito bom humor.

Caracterizados como pilotos da década de 40 do século passado, com macacão, cachecol, gorro e pouca maquiagem, os profissionais adequaram seus repertórios artísticos para criar os Pilotos Avoados , com o objetivo de divertir as pessoas e gerar uma nova versão do cotidiano aeroportuário, que tanto estressa a maioria dos usuários.


A trupe se utiliza da permissão dos passageiros e delicadeza ao se aproximar, para fazer com que as brincadeiras sejam realmente um momento de bem-estar e entretenimento, contribuindo para que a viagem seja mais prazerosa, do início ao fim.

Além das intervenções de improviso no aeroporto, a Esquadrilha da Risada também apresenta o espetáculo Ases Abobáveis com três esquetes clássicos de circo adaptados para o ambiente militar, e a peça “Acorda”, de Mauro Pires Neto, criada para contribuir com a extinção do medo de palhaço, muito comum em crianças da primeira infância, onde didaticamente duas pessoas acordam e se preparam para trabalhar, e a profissão deles é ser palhaço.

A Esquadrilha da Risada também participa ações corporativas, apresentando seus espetáculos em eventos de empresas e escolas. Outra iniciativa do grupo são as Chegadas e Partidas bem Humoradas, intervenções em aeroportos para recepcionar pessoas que estejam chegando, minimizando a ansiedade da espera e levando alegria ao momento do reencontro, de forma que este se torne inesquecível.

Por Claire Dumas

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