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Obesidade e Epigenética – O bem-estar celular, uma mudança que vem de dentro!

O bem-estar celular, uma mudança que vem de dentro!


A epigenética é definida como modificações do genoma que são herdadas pelas próximas gerações, mas que não alteram a sequência do DNA.

Obesidade é uma condição metabólica na qual se verifica acumulação de tecido adiposo em excesso ao ponto de poder ter impacto negativo na saúde, o que leva à redução da esperança de vida e, ao aumento dos problemas de saúde.

Em Janeiro de 2016 foi dado a conhecer a público, através do jornal “Published News Medical Life Sciences” nos EUA, que, os cientistas descobriram o interruptor epigenético ligado à obesidade.

Também um estudo publicado por Andrew Pospisilik a 28 de janeiro 2016 na revista “Cell” sugere que a predisposição de uma pessoa para a obesidade está pelo menos parcialmente determinada pela regulação epigenética.


O estudo mostra que os fenótipos ou as doenças possam ter forte interruptor com origem epigenética.

As modificações epigenéticas podem ser herdadas no momento da divisão celular (mitose) e irão ter um profundo efeito na biologia do organismo, definindo diferentes fenótipos (desenvolvimento e comportamento).

No ano passado, a O.M.S estimou que mais de 600 milhões de pessoas no mundo estão obesas.


Por exemplo, está provado que, a adiposidade é controlada por uma parte do nosso ADN, e, modificada pelo nosso ambiente.

A maioria das pessoas, vê a gordura corporal como relativamente inofensiva e apenas algo que queremos banir por razões estéticas.

Os parceiros epigenéticos aliados do nosso DNA são os alimentos nutracêuticos, ou seja, alimentos que vão agir como medicamentos, corrigindo as deficiências e as carências nutricionais.

Se não souber como está o seu estado metabólico, não saberá como prevenir e fazer uso deste recurso tão à mão, que são os alimentos.

Mas, quando a desarmonia já está instalada em nós, por vezes alguns alimentos tornam-se também agressores.

Por isso, é importante, a cada três meses fazer um teste de avaliação Epigenética, de forma a poder realinhar o seu metabolismo, tal como o seu carro precisa de revisão a cada 10 mil Kms, também o corpo humano precisa de reavaliação do estilo de vida.

Cada vez mais a ciência se esforça por nos facilitar o caminho, ao criar recursos que nos permitam reavaliar o nosso estado epigenético.

Por exemplo, existe, uma tecnologia que funciona através dos avaliadores de algoritmos, criada na Alemanha e que se chama S- Drive System, este recurso avalia como estamos, usando apenas alguns fios de cabelo vivo, contendo o folículo.

É realmente gratificante podermos saber tanto sobre o nosso estado de saúde, usando uma avaliação indolor, rápida na resposta e relativamente acessível a todas as pessoas.

Em Português podemos traduzir para sistema de acionamento epigenético.

Ou seja, o algoritmo mestre é a chave que abre todas as portas e que é capaz de decifrar-nos de forma eficaz, precisa e sem erros. No nosso corpo esse algoritmo é o alimento.

Através do folículo capilar, podemos ter todas as informações sobre o nosso estado epigenético.

No cabelo estão contidas as enzimas que desempenham um papel importante na regulação neuro-endócrina do nosso corpo e na constituição de elementos minerais.

Ao avaliarmos alguns fios de cabelo através de um marcador de algoritmos, podemos obter informações sobre 9 campos metabólicos, que nos permitem, não só mudar os hábitos de vida, como formatar uma nutrição funcional e personalizada.

Por isso o cabelo pode ser considerado como um bio-marcador informativo do nosso estado metabólico.

A tecnologia de avaliação usada pelo sistema S-Drive é considerada cientificamente, por ser um recurso baseado no conceito de avaliação epigenética.

O cabelo, leva até 80 dias para chegar à superfície, o que lhe permite armazenar informações que emanam do micro e do macro ambiente de cada ser.

Ser gordo ou magro já não depende apenas do que se come, mas, sobretudo, de como somos capazes de gerir todas as influências que nos modificam metabolicamente.

A epigenética desponta como uma nova fronteira a ser alcançada. A compreensão dos seus mecanismos além daqueles que já são conhecidos pela genética molecular permite-nos a criação de modelos para avaliar e estruturar uma solução preventiva, focada no biótipo individual e único de cada ser humano.

Todos estes recursos associados a uma forma de tratar o ser humano numa visão completa de total reorganização “In Vivo”, aquela que vem de dentro.

Este, é o caminho da vida feita com longevidade e bem-estar celular.

Paula Mouta

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Direitos autorais da imagem de capa: jakubcejpek / 123RF Imagens





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