A obrigação disfarçada de reciprocidade…

Quem me conhece sabe que eu reflito e estudo muito sobre comportamento e desenvolvimento pessoal.

Há algum tempo eu estou observando e analisando o conceito de reciprocidade.

É muito comum pessoas que cobram reciprocidade em todos os relacionamentos (sem exceção) e confesso que isso me incomoda um pouco, não pelo conceito que é interessante e bom em muitos aspectos, mas pela “obrigação” imposta direta ou indiretamente.

Observo muitos casais, amigos, familiares que simplesmente deixam de dar o melhor de si por achar que o outro não está à altura de receber aquilo que nós temos de melhor para dar.

Pode parecer normal, mas, para mim, isso é o que eu chamo de “prisão livre”. Precisar/ depender do outro para qualquer coisa é uma forma de prisão.

Eu me sinto livre (verdadeiramente livre) para amar, gostar, odiar, sentir e viver o que eu bem quiser, não dependo do gostar do outro para gostar, não dependo da aprovação do outro para me aprovar.

Entenda, reciprocidade é boa quando dada de bom grado sem exigência, sem blá blá blá.

Receber um elogio sem ter que cobrar para receber, uma gentileza inesperada é deliciosa, mas volto a dizer, tudo isso é ruim se tem que ser cobrado ou até mesmo implorado.

Eu não sou (e nem quero ser) dona da verdade, basta que seja válido para mim mesma e já está de bom tamanho, mas eu convido quem quer que seja a refletir sobre isso.

Dê o seu melhor no trabalho, no estudo, no relacionamento e você não vai sempre receber o melhor, mas será o melhor para si mesmo sempre.

Não dependa da reciprocidade para ser autêntico, ame, viva, divirta-se, faça, sem precisar da aprovação ou da recíproca de alguém, faça isso por si mesmo, seja verdadeiramente livre! 

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Direitos autorais da imagem de capa: Annie Spratt on Unsplash



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