Reflexão

Obrigar a criança a cumprir regras não a fará disciplinada

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Existe uma grande diferença entre educar e limitar uma criança. É preciso lembrar que os pequenos seguem o próprio ritmo!

Ouvimos muito sobre os perigos de se criar uma criança sem limites, que sem regras, uma criança levada pode crescer e transformar-se em um adulto com várias questões sobre sua disciplina e respeito às hierarquias de ação, questões que são de extrema importância no mundo dos adultos, especialmente quando essa pessoa, que já foi uma criança sem freios, entrar para a força de trabalho.

De fato, o desenvolvimento das crianças se beneficia muito da aplicação de disciplina e regras em casa, desde algo mais simples, como não poder comer doces antes das refeições, até mais sério, como não ser permitido falar com estranhos na rua, é importante passar para os pequenos que existem momentos em que o melhor a fazer é obedecer às regras.

Mas até neste aspecto da criação, é preciso ter cuidado e equilíbrio. Muitos pais pensam que a importância das regras é tanta, que não pode existir brecha para que a criança aja de forma genuína, sem freios. Existe uma diferença entre educar e limitar, e errar a mão nessa hora pode ser a receita infalível para que sua criança “incontrolável” seja um adulto inseguro sobre as próprias escolhas, caso ela não seja nada do que estava previsto. E nós sabemos muito bem que a vida dificilmente é tão preto no branco, a ponto de sempre podermos seguir as regras.

Ah, além disso, existe outro ponto bem negativo sobre o exagero nas restrições: ainda assim, isso pode não valer nada. Você pode obrigar seus filhos a seguirem as regras à risca o quanto for, mas só isso não garante pessoas disciplinadas.

Atire a primeira pedra quem não conheceu aquela pessoa supercertinha, que vive sua jornada dentro da segurança das linhas estipuladas, que raramente se arrisca e foge do cronograma, mesmo que isso a possa beneficiar. Aquele indivíduo que, por fora, parece ser o mais qualificado, mas tem uma falha mortal: ainda que seja grande seguidor do que é “certo”, não consegue se destacar, pois tem problemas com horário, não demonstra criatividade nem jogo de cintura.

Fazer o que lhe mandam é muito importante, principalmente no ambiente de trabalho, por exemplo, mas a falta de senso de inovação pode pesar bem mais do que o fato de alguém seguir todas as estipulações.
Afinal do que vale todo esse esforço e não ter algo de interessante para mostrar?

Aposto que agora você deve estar se perguntando: então não existe nenhuma forma de garantir que meu filho será não somente uma criança, mas um adulto disciplinado também? Garantir, de forma infalível, de fato será quase impossível, mas existem formas de você lhe passar esses ensinamentos tão importantes e assim torcer para que seu trabalho educando esse pequeno tenha sido bom o suficiente para ele absorver a importância daquilo.

Primeiro, se você quer uma criança disciplinada, antes mesmo de passar para ela noções de regras básicas, você deve ser o exemplo! Afinal do que adianta exigir disciplina do seu filho, se nem ao menos seu pai ou mãe tem essa responsabilidade?

Mais importante do que querer transformá-los em miniadultos que nunca pisam fora da linha, é preciso dar a eles um modelo de pessoa responsável que possam seguir. E quem melhor do que as pessoas que fazem parte do seu desenvolvimento para desempenhar esse papel?

E outro ponto, talvez o mais crucial, nessa cruzada em busca de crianças bem-educadas é este: deixe as crianças serem crianças! Respeite o tempo da infância e entenda que essa é a melhor fase para que elas errem e aprendam com suas experiências. Passe os valores da disciplina e do respeito para elas, mas lhes dê o espaço necessário para que apliquem em sua pequena vida.

Acredite, com o seu apoio e exemplo, os pequenos são capazes de ser muito mais disciplinados do que você imagina. Sem precisar forçar nada!

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