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“olhe para o problema. Veja-o por todos os ângulos. Ele é apenas um fantasma e está lá, se você quiser….”

“Olhe para o problema. Veja-o por todos os ângulos. Ele é apenas um fantasma e está lá, se você quiser. Há situações, mas não problemas. Problemas são interpretações suas sobre uma situação.” – Osho

Outro dia eu estava chateada, desanimada e ao falar com uma amiga por telefone ela disse:



– Pode parar! Você não é assim. Esse baixo astral não te pertence! Coloca um batom, saia na rua sem rumo e deixa sua intuição guiá-la, que você rapidinho voltará a sua natureza.

Foi exatamente o que fiz. Saí sem saber onde ia. Comecei a andar respirando profundamente, sentindo o vento, vendo as pessoas que cruzavam por mim na rua, sentindo a cidade e o meu corpo caminhando sobre ela. Depois de uma volta, fui parar em um jardim com uma pequena fonte. Já era noite e como raras vezes, senti-me confortável sozinha em um lugar público e escuro.

Senti-me convidada a sentar-me em um banco do jardim e lá, fiquei apreciando as estrelas no céu e o reflexo dos postes de luz na serena água da fonte que estava desligada. Meditei, cantei uns mantras e quando estava bem relaxada escolhi um reflexo na água para focar meu olhar. Lá, pausada e focada, tive o insight de quantas vezes fazemos isso na vida: com tantas direções, luzes, árvores, um céu inteiro, estava lá eu olhando apenas para um reflexo de um poste de luz. A vida é muito maior que apenas aquele único reflexo onde fixei meu olhar.


Ao pensar isso, vagarosamente, eu olhava para algo “novo” e voltava o olhar para o ponto de luz na água. Assim, fui, aos poucos, assimilando um todo ao meu redor. Cada vez que eu voltava meu olhar para o ponto inicial, eu ia perdendo interesse por ele.

Lembrei-me da frase do Osho “Olhe para o problema. Veja-o de todos os ângulos. Ele é apenas um fantasma e está lá, se você quiser. Há situações, mas não problemas. Problemas são interpretações suas sobre uma situação.”

Foi e-xa-ta-men-te isso de que me dei conta! Aquele reflexo só existia se eu olhasse para ele. Com tanto para olhar, por que eu quis, logo no começo, “apegar-me” a algum ponto?


Somos assim. O ego e a mente fazem esse jogo o tempo todo conosco: você tem que escolher um lado, ter uma opinião, definição, interpretação e etc.

Mas a vida nos ensina que este olhar restrito é pequeno demais para todo nosso ser. Ele nos limita demais ao invés de nos enaltecer. Por que se limitar a um ponto de luz quando se pode ver todos os postes de luz, seus reflexos na água e um céu estrelado?

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Direitos autorais da imagem de capa: delcreations / 123RF Imagens

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