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Ômicron é a variante que sobrevive por mais tempo na pele e em superfícies plásticas, mostra estudo

Capa Omicron e a variante que sobrevive por mais tempo na pele e em superficies plasticas mostra estudo

A nova ameaça da covid-19 tem causado medo e aumento no Brasil, principalmente entre os não vacinados e aqueles que não completaram o ciclo de imunização.

Um estudo descobriu que a variante do coronavírus Ômicron é a que sobrevive por mais tempo na pele e em superfícies plásticas: cerca de 21 horas em contato com a pele humana, mas é no plástico que os números mais chocam: 193 horas aproximadamente, o que equivale a cerca de oito dias.

O estudo assinado por pesquisadores da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, no Japão, foi publicado na plataforma BioRxiv, no último dia 19 de janeiro. Embora já divulgado, o estudo ainda não foi revisado por pares, também não constatou até que momento o vírus — ainda vivo — pode infectar pessoas. Ainda assim, os pesquisadores conseguiram comprovar com clareza que a Ômicron é a variante que dura por mais tempo no plástico.

Conforme a pesquisa, a duração de cada cepa em superfícies plásticas é a seguinte: Ômicron (193,5 horas), Alfa (191,3 horas), Beta (156,6 horas), Delta (114 horas), Gama (59,3 horas) e a original (56 horas).

Para chegar a esses números, os estudiosos testaram a capacidade de sobrevivência de cada variante numa placa de plástico. Também se compararam amostras de pele humana colhidas para autópsia. Na pele humana, o tempo de permanência das cepas foi: Ômicron (21,1 horas), Alfa (19,6 horas), Beta (19,1 horas), Delta (16,8 horas), Gama (11 horas) e a original (11 horas).

Os pesquisadores afirmaram que, se as partículas encontradas em superfícies forem contaminantes, isso poderá explicar parte do processo de infecção pela Ômicron, mas essa resposta ficou em aberto, assim o assunto poderá ser retomado tanto pelos mesmo estudiosos quanto por outros. A resposta para nossas perguntas sobre a covid-19 pode vir de qualquer lugar, pois não há um país que não tenha sido afetado pela pandemia.

As amostras virais usadas no estudo foram fornecidas pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Tóquio.

Apesar do crescimento de casos e do alto contágio da Ômicron, Tedro Adhanom Ghebreversus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), continua otimista em relação ao combate do coronavírus, no entanto, ainda em estado de alerta. De acordo com apuração do jornal Extra, o diretor-geral acredita que é possível a doença deixar de ser uma ameaça sanitária mundial ainda no fim de 2022, possibilitando a saída do mundo desse estado agudo da pandemia.

No entanto, Adhanom alertou que é perigoso supor que a Ômicron será a última variante e que estejamos no fim definitivo da pandemia, uma vez que as condições atuais em todo o globo são favoráveis para o surgimento de outras variantes, possivelmente mais transmissíveis e virulentas.

E sobre o estudo japonês, também foi testada a eficiência de desinfetantes à base de álcool, etanol e isopropanol no combate à covid-19. Os cientistas observaram que todos foram eficazes contra o vírus. No entanto, as variantes de preocupação foram ligeiramente mais resistentes do que a cepa original. Na pele humana, a avaliação mostrou a inativação completa de todos os vírus com exposição a 35% de etanol em 15 segundos.

Os estudiosos ressaltaram a manutenção do protocolo atual de práticas de higiene das mãos para o controle de infecções, conforme recomendado pela OMS.

Novas variantes podem surgir e nossa imunização pode ser reforçada com mais doses da vacina, mas não podemos esquecer as profilaxias do dia a dia, que fazem toda a diferença: evitar aglomerações, lavar bem as mãos sempre ou usar álcool em gel, evitar colocar a mão na boca, olhos e nariz e sempre usar máscaras de proteção, quando estiver em locais abertos e fechados, principalmente. Prefira a máscara modelo PFF2, que veda bem a boca e as narinas, ela pode ser encontrada em lojas de materiais de construção e dura até 25 usos.

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