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Onde falta verdade a escola da vida a revela e ensina.

Onde falta verdade a escola da vida a revela e ensina.

A escola da vida muito ensina a importância da fala verdadeira, porque os reais ganhos dos mais altos valores são por meio dela construídos.



Título quase autoexplicativo. A sensação de ter sido enganado é frustrante e desoladora em boa parte dos casos. O efeito da falsa opinião, sem fundamento real, da falsa ideia, o hábito de propagar mensagens alusivas a fim de angariar qualquer tipo de ganho, deixa-nos em estado de alerta constante. Uma mentira pequena e boba declara a capacidade de a pessoa elaborar uma outra ainda maior e mais séria.

Quando qualquer tipo de relacionamento, seja nos negócios, nas amizades ou no amor conjugal, é vivido sob constantes mentiras, a intuição é estimulada, o que provoca uma acentuada impressão de desconforto, em nossos sentidos, em relação ao outro ou à falsa realidade vivenciada.

A tendência comum nesses casos mentirosos é dar-nos mais algumas chances, para provarmos nosso próprio engano diante da mentira do(s) outro(s), enquanto, na realidade, nossos sentidos revelam o que, a princípio, parecemos renegar, por receio do choque, da frustração diante da dolorida ou, mesmo, boba e desagradável verdade. Além de nossos sentidos, a escola da vida tende a, também, revela-la.


Enquanto muitas pessoas propagam verdades mal-educadas e desnecessárias de maneira direta ou, quase sempre, sutil aos outros, outras pessoas as escondem com maestria, em certos casos. No entanto, quando falamos de “verdade”, uma de suas premissas é que, a mentira excessiva torna a palavra com valor nulo.

Acha-se que houve ganho com a mentira em si, quando, entretanto, houve perda de confiança e de credibilidade na palavra do seu outro. Se a verdade não couber, a mentira pode ser evitada? Vivemos em meio a pessoas artificiais, plásticas, pouco constantes.

Fingem sentimentos, amizades, relacionamentos embasados em falsos lucros, interesses e, também, fingem verdades. Efeitos de um tempo em que a beleza temporária da capa conquista mais valor que o conteúdo. Tempo em que a vida humana perde valor para diferentes números sócio industriais. Somos tratados como meros números por diferentes setores. Não bastasse para os estatais e estéticos, agora, mais que nunca, para os setores das indústrias alimentícias.

Tudo pelo lucro doentio e mesquinho. Os altos escalões do poder, os engenheiros da máquina mortífera, ganham muito dinheiro com as perdas e com a “objetificação” de pessoas, mas, em contrapartida, ganham, também, muitas dívidas espirituais por motivos de dor e agudo e crônico sofrimento humano.


Neste breve e pontual texto, o mote situa-se a revelar uma simples mensagem: Nenhuma mentira é escondida para sempre, sob nenhum nível, nem mesmo das pessoas mais ingênuas, ou que assim sejam mal-entendidas pelas demais, subestimadas.

Sem defender perfeições humanas, que nos são distantes, um comunicado precisa ser feito aos viciados na má índole mentirosa e que ultrapassaram a fase infantil, a escola da vida muito ensina a importância da fala verdadeira, porque os reais ganhos dos mais altos valores são por meio dela construídos.

Que a escola da vida nos ensine, também, a respeitarmos os nossos sentimentos e os das pessoas que nada de mau nos fizeram, fazem ou desejam, e que nem mesmo as que assim fizeram sejam por nós desrespeitadas, mas tratadas com a devida sabedoria.

Por fim, que as mentirinhas contadas na infância fiquem de uma vez por todas na infância. Do contrário, trataremos adultos experientes e inteligentes como simplórias crianças, demonstrando que, na verdade, as crianças somos nós!


Solidão a dois… – parece loucura, mas algumas relações caminham exatamente nessa direção…

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