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Onde se guardam as emoções

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Ah se na vida tivéssemos umas caixinhas separadas com emoções e sentimentos diversos enfileirados por importância e alguns pudessem ser descartados a qualquer indício de que iriam se repetir. Estas caixas até existem, mas guardadas na mente, a tão misteriosa mente.



Ali estão nossas experiências, as mais diversas, as mais temidas e é por elas que vale ou não a pena viver. São elas que validam até os dias mais chatos que gostaríamos de riscar de nossa agenda. Ah quem dera poder reverter algumas emoções que já sentimos e que voltam a bater à nossa porta de vez em quanto.

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Saudade, por exemplo. Se não soubermos sentí-la na medida certa, e depois empacotá-la, ela começa a se tornar rotina, e experimentá-la sempre, não trazer nada de novo, nenhum aprendizado. Ela que fique na caixa que abrimos quando estamos sós, ou com alguém muito próximo, com quem podemos falar, suspirar e depois envolvê-la com um laço e guardar.


Outras emoções parecem estar empilhadas de forma desordenada e alguém se atreveu a mexer nos pacotes e desembrulhá-los, todos ao mesmo tempo. Vamos do riso ao choro, do sossego à inquietação, da certeza ao conflito, da fé ao desespero num piscar de olhos.

Os amores correspondidos, as amizades que não estremessem, surpresas agradáveis, desejos realizados, são colocados em caixas especiais, nos compartimentos mais importantes e com os laços maiores.

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Sentimentos de impotência diante de certas situações, fracasso, tristeza, dor, angústia, frustração podiam vir com um manual de instrução, daqueles que ensinam como descartar após a experimentação. Se você não se sentiu bem, deixa em desuso. Proibida a repetição. Proibida a dependência.


As caixas de sentimentos também poderiam ser trocadas de tempos em tempos por outras, as chamadas caixas de sensações, que pudéssemos saber usá-las sem prescrição. E seria assim: todos os dias, experimentaríamos a sensação de que algo bom estaria para acontecer. E se não acontecesse, mesmo assim, teríamos a sensação de paz.

É preciso que abandonemos as resistências

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